30 de dezembro de 2009

Minhas Férias


Durante estas férias eu estou lendo alguns livros que não tive tempo de ler durante o ano letivo: nenhum teológico. Terminei de ler, pela segunda vez, a Saga Crepúsculo (e gostei mais desta segunda vez do que da primeira); e agora estou lendo As Crônicas de Nárnia. E mesmo com uma narrativa infantil dos fatos, Nárnia me faz chorar (além de dar risadas e abrir um leque muuito grande para a fantasia).

Hoje a tarde, a poucos minutos atrás, terminei mais um capítulo de O Cavalo e seu Menino. Eu amei o encontro de Aslam com Shasta.

Um pouco de contextualização:
"Devo ser o cara mais desgraçado de todo o mundo" - pensou. "Tudo dá certo com os outros, comigo nunca. Os nobres e as damas de Nárnia conseguiram fugir de Tashbaan; eu fiquei lá. Aravis, Bri e Huin estão no bem-bom com o velho eremita; fui o único a ter de sair. O rei Luna e sua gente estão a salvo no castelo, com os portões bem fechados, mas eu fiquei de fora".

(...) Um susto interrompeu seus tristes pensamentos.
....................................................
- Quem é você? - murmurou baixinho.
- Alguém que esperava ouvir por sua voz. - respondeu a coisa.
(...)
- Você não é...não é uma coisa morta...é? (...)
Sentiu novamente o hálito quente da coisa no rosto e na mão.
- Morto não respira assim. Pode me contar as suas tristezas, rapaz.
O hálito deu a Shasta um puco mais de confiança. Contou então que jamais conhecera seu pai e mãe, que fora criado por um pescador muito severo. Contou como fugira, sobre os leões que os perseguiram, os perigos em Tashbaan, a noite entre os túmulos, as feras que uivaram no deserto, o calor e a sede durante a caminhada, e o outro leão que surgiu quando estavam quase chegando, Aravis ferida...Contou, por fim, que estava com fome, pois não comia nada havia muito tempo.
- Não acho que seja um desgraçado - disse a grande voz.
- Mas não foi falta de sorte ter encontrado tantos leões?
(...)
- Só há um leão, mas tem o pé ligeiro.
- Como sabe disso?
- Eu sou o leão.
Shasta escancarou a boca e não disse nada. A voz continuou:
- Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado a meia-noite, o acolhesse".
fim da contextualização

O capítulo termina em seguida, mas esse diálogo com o Leão é fabuloso. Lembro-me sempre Natã e Davi quando vejo um "Shasta", quando Natã diz: "Este homem é você, Davi". Somos nós em Shasta pensando que em momentos de AZAR em nossa vida Deus não está. Pensamos "Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a DEUS" (Rm 8.28.) ... E achamos que realmente TUDO DE BOM deve andar ao nosso lado. Alguns pensam que não haverá dificuldade financeira, doença, morte, desemprego, desilusões, traições, solidão... porque acham que isso pode caber aos filhos de Deus.

Pensemos em Shasta. Quantos motivos para achar que tudo estava dando errado na vida dele, quando o Leão lhe diz que tudo estava nas mãos do dEle: o encontro com Aravis, o gato, a perseguição dos leões (que eram só um).

Deus não está alheio ao que nos acontece, nós que estamos alheios dos cuidados de Deus.

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS.

9 de dezembro de 2009

Devorador !


"A luxúria é como um macaco que vive remexendo no nosso ventre. Não importa o quanto o domemos durante o dia, ele aparece com sua fúria em nossos sonhos à noite. Quando achamos que estamos salvos, eis que ele ergue a cabeça medonha e dá uma risadinha, e não há rio no mundo cujas correntes sejam frias e fortes o suficiente para abatê-lo. Deus Todo-Poderoso, porque adornas os homens com um brinquedo tão odioso?". Todos nós podemos nos identificar com o questionamento de Buechner. Mas alguns se identificam mais profundamente, mais desesperadamente do que outros. Eles gritam pedindo socorro, mas os céus parecem não dar ouvidos. Sentem as tormentas da tentação sexual dia e noite. Rejeitam o adultério por convicção cristã, mas sentem-se compelidos a um voyeurismo sem graça para satisfazer o forte desejo íntimo. Porém, em lugar de satisfazer, esta iniciativa serve apenas para inflamar ainda mais os desejos, mais ou menos como levar uma pessoa como levar uma pessoa faminta para passear na frente de uma confeitaria. A indulgência é seguida de culpa e remorso, que é seguida de mais indulgência e mais culpa e mais remorso.

Precisamos ser tardios para condenar e prontos para ouvir todos os que são atormentados pela lascívia. As tentações são enormes em nossa cultura saturada de sexo. A distorção de nossa sexualidade em luxúria pode tomar um rumo muito complicado, tortuoso. Somente pela graça de Deus e pelo apoio amoroso da comunidade cristã é que nossa sexualidade inflamada pela luxúria pode ser recolocada na perspectiva correta".
- Dinheiro, Sexo e Poder, por Richard Foster, página 110/111.

1 de dezembro de 2009

Nus e Não Envergonhados


Este é o subtítulo do capítulo do livro que estou lendo para um trabalho de Apologética: Dinheiro, Sexo e Poder- de Richard J. Foster.


Deixo, na íntegra, para quem quiser ler.
Ósculos e Amplexos

"Deus falou e toda a criação passou a existir, com excessão dos seres humanos(*). Para criar Adão, o Senhor tomou o pó da terra e soprou vida em suas narinas (Gn 2:7). Essa união do pó da terra com o fôlego divino oferece-nos uma das melhores descrições da natureza humana. Deus não trouxe Eva à existência por meio de uma simples palavra, como se ela fosse parte de uma realidade não humana; tampouco soprou o pó, como se ela fosse uma criação não relacionada ao homem. Deus usou a costela de Adão para sublinhar sua interdependência - "osso dos meus ossos e carne da minha carne", conforme Adão expressou. Os dois entretecidos, interdependentes, entrelaçados: sem nenhuma rivalidade feroz, sem nenhuma superioridade hierárquica de um sobre o outro, sem nenhuma autonomia independente. Que lindo quadro!
Em seguida, deparamo-nos com o estabelicimento de um pacto de fidelidade que estabelece o padrão para o casamento amadurecido: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne" (Gn. 2:24). Essa é realmente uma declaração extraordinária. Dada a intensidade da cultura patriarcal, é extraordinário o fato de um autor bíblico falar em o homem "deixar" e "unir-se". A seguir, a Bíblia descreve sua união como sendo uma realidade de "uma só carne", uma frase à qual Jesus empresta profundidade e riqueza em seu ensinamento.
Por fim, a cena chega ao final com o mais revigorante comentário de todos: "O homem e sua mulher viviam nus, e não sentiam vergonha" (Gn 2:25). Temos aqui um quadro idílico de um par cuja sexualidade estava integrada no todo de suas vidas. Não havia vergonha porque havia inteireza. Havia uma unidade orgânica em seu íntimo, assim como havia com o restante da Criação. Lewis Smedes escreveu: "Existm duas situações nas quais as pessoas não sentem vergonha. A primeira é em um estado de inteireza. A outra é em um estado de ilusão".¹ Nus e não envergonhados - uma cena magnífica.
Você percebeu que o erotismo não contaminado pela vergonha existia antes da queda? A queda não criou eros; apenas o perveteu. Na história da Criação, vemos o homem e a mulher atraídos um para o outro, nus e não envergonhados. Sabem que sua masculinidade e sua feminilidade são obra das mãos de Deus, assim como o afeto apaixonado de um pelo outro. Também suas diferenças os unem; são homem e mulher, mas são também uma só carne. Os dois num relacionamento, em amor - por que deveria estar presente a vergonha? Sua sexualidade é criação de Deus.

Todos conhecemos a trágica conclusão da história, de como o homem e a mulher rejeitaram o caminho de Deus. E o veneno daquela queda a tudo permeou. Ele abriu uma brecha no relacionamento entre Deus, Adão e Eva. Azedou até mesmo o relacionamento conjugal. Na linguagem da maldição, o homem "a dominará" (Gn 3:16). Jamais podemos esquecer o fato de que o domínio das mulheres por parte dos homens, que enche nossos livros de História e eventos atuais, não faz parte da boa Criação de Deus, mas é consequência da queda; daí a tensão, o conflito, a hierarquia. Conforme observou David Hubbard, desde a queda "a vida humana tem vacilado entre o feminismo voraz que compete com o homem e o cego domínio do homem sobre a mulher, que degrada a personalidade e detrói o companheirismo".
O resultado para a sexualidade humana tem sido, conforme comenta Karl Barth, uma vacilação entre o erotismo iníquo, por um lado, e uma iníqua ausência de erotismo, por outro. Que tragédia! Contudo, o testemunho cristão é o de que, com a presente chegada do Reino de Deus, estamos (de certa forma) qualificados para passar pela espada chamejante e entrar no Paraíso de Deus e viver em relações eróticas justas.²
Em Cristo, afirmamos plenamente a nossa sexualidade, e mediante o poder do evangelho, damos as costas à perversão.

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*Barth acha que a segunda narrativa da criação (Gn 2:18-25) tem como propósito básico preencher o tema de nossa criação como homens e mulheres, de forma que é, em certo sentido, um comentário a respeito de Gênesis 1:27.
1 Lewis B. Smedes. Sex for Cristhians [Sexo para cristãos]. Grand Rapids: Eerdmans, 1976, p.47
2 O restrito "de certa forma" é um reconhecimento da complexidade e da tragédia da condição humana. Embora o Reino de Deus "já está aqui", também "ainda não está". Ainda que, em muitas áreas da vida, tenhamos experimentado o toque redentor de Deus, outras permanecem intactas, e precisamos viver na expectativa da contínua "salvação do Senhor". Isso é tão real em nossa sexualidade quanto todas as áreas da vida.

24 de novembro de 2009

essa história de perdoar

Já recebi duas ou três vezes um email com o título "Perdoar ou Não - sugestão sensacional". E hoje eu dei um basta nele.
O email vem assim:
"Olha que resposta inteligente.......!!!

PERDOAR OU NÃO...


Perguntaram ao General Norman, do Exército dos Estados Unidos, se ele perdoaria os terroristas do 11 de setembro de 2001 (como os do PCC, os traficantes, os políticos corruptos, os invasores do MST etc.).


A resposta:

Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS. A nossa é de simplesmente PROMOVER o encontro".

Mas que coisa mais idiota! .. Como, me digam, COMO posso promover o encontro de alguém com Deus se eu estou longe de Deus ao negar o perdão a outra pessoa???

Eu fiquei enfurecida e respondi para todos:


Acho a resposta dada por esse senhor bem pouco inteligente. 

Se, como cristãos, amamos a Cristo, e seguimos a sua doutrina, o perdão
está incluído.
Pedro questionou Jesus sobre quantas vezes deveria perdoar o seu próximo. Jesus
respondeu, por acaso: Perdoar pertence a Deus?
NÃO! Jesus disse que devemos perdoar 70x7 vezes. 

Quem já orou a oração ensinada por Jesus, o Pai Nosso?
Por mais que muitos não prestem atenção no que estão dizendo,
Jesus disse:
PERDOA OS NOSSOS PECADOS, POIS TAMBÉM NÓS PERDOAMOS A TODO O QUE NOS DEVE. (Lucas 11:4, veja também Mateus 6: 9-13).

É muito confortável receber benção, mas a benção vem da obediência a Deus (Deuteronômio 28).

Não vamos refletir sobre isso, vamos viver isso.


Por favor, vamos fazer o seguinte, quando recebermos essas coisas absurdas,
não fiquemos calados.

Até mais..

28 de outubro de 2009

Mentindo enquanto Canto


Eu não gostaria de escrever mais dessa forma, mas eu preciso desabafar algumas coisas que penso. Não quero ser hipócrita e apontar somente o dedo em direção a outros, é uma forma de eu me disciplanar também.


Ontem, durante o IV Fórum de Pentecostidade e Reforma na faculdade, houve o momento inicial de louvor. Como saí atrasada de casa {normal} eu cheguei no final do penúltimo hino. Acomodei-me junto com a Gi, que eu encontrei no corredor, e o último hino iniciou. Quando isso aconteceu, eu disse para a Gi e para a Téte: "Lá vem mentira!". O hino foi este {somente um trecho}:

"Eu não preciso ser reconhecido por ninguém
A minha glória é fazer com que conheço a Ti.
E que diminua eu, para que Tu cresças, Senhor, mais e mais".

Eu imagino o seguinte: canta-se esse hino para sua própria glória.
Queremos dizer a todos: EU não preciso ser reconhecido por ninguém.
É como dizer: ESTÃO VENDO? EU NÃO PRECISO DE FAMA PARA MIM! ...
mas ao mesmo tempo já está chamando a atenção para si.

Precisamos de palmas no final da palestra, de parabenização após o culto, precisamos de visitas em nossos blogs {ou coisas do gênero}, elogios no trabalho {da igreja ou secular}, etc. O fato é: precisamos suprir nosso ego.

Não quero degradar os seres humanos e reduzir-nos a comida de porcos; mas precisamos caminhar muito para chegar a esse tipo de afirmação: EU NÃO PRECISO SER RECONHECIDO POR NINGUÉM.
É necessário uma entrega completa à Deus. É mais do que apenas cantar, apenas dizer.
Como eu já disse em outro post, Deus precisa dizer-nos: A little less conversation, a little more action, please. {Um pouco menos de falatório, e um pouco mais de ação}.

A entrega a Deus não pode ser apenas de palavras soltas ou intensões. Deve ser real.
Que possamos caminhar em busca desta afirmação da música, para, realmente, glorificar a Deus.

20 de outubro de 2009

Jovem Rico


Ontem, na faculdade, tivemos o nosso momento de devocional no final da aula. Quem trouxe a meditação foi o Giomar, em Lucas 18:18-23.

Quando lemos essa passagem, a maioria, pensa em dinheiro, quando lê-se: "vende tudo o que tens, dá-os aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e me segue" (v.22).
Nós pensamos em dinheiro, em posses; mas Deus está pensando em nós.
Você acha, realmente, que ele queria o dinheiro do jovem rico?
Jesus queria mais do jovem rico; não apenas a declaração pública do seu conhecimento sobre os mandamentos. Jesus queria o coração do jovem. Jesus quis que ele deixasse aquilo que prendia o seu coração, para o seguí-Lo.
No caso do jovem rico, seu coração estava preso aos seus bens, que eram muitos; em nosso caso, o que ainda não deixamos de lado para seguir a Jesus? O que nos falta abandonar?

Apesar de visão de algumas pessoas, ainda, é que Deus é um Deus castigador e recrimininativo, o fim da conversa de Jesus com o jovem deixou-O triste, pois o jovem não conseguiu se livrar daquilo que não lhe permitiu seguir a Cristo.

19 de outubro de 2009

Refletindo


Na semana retrasada, em uma das aulas da faculdade, falamos sobre o fruto do Espírito.
A primeira correção e ênfase que o professor fez foi dizer que é FRUTO do Espírito e não frutoS.
É um fruto! Uma unidade! Essa unidade é dividida mas é uma apenas.

É uma laranja que possui vários gomos, mas cada gomo é uma laranja.

Meu professor fez a seguinte exposição. São nove "gomos" para o fruto.
Três para nosso relacionamento com Deus: Amor, paz, alegria.
Três para nosso relacionamento com o próximo: longanimidade, benigdade, bondade
Três para nosso relacionamento conosco: fidelidade, mansidão e domínio próprio.

Uma amiga diz que, se pudesse rasgar uma página da Bíblia, seria Gálatas 5 (o fruto do Espírito).

Não é fácil ser uma "laranja" com todos os gomos sadios e suculentos. Mas alguém, um dia, teve a audácia de dizer que o Evangelho é fácil de seguir? O pior é que tem gente que diz isso.
Há também pessimistas que dizem ser impossível ser um fruto (completo).
Eu não vejo dessa forma. Concordo que não é fácil, mas não vamos pensar que nós somos capazes de fazer isso sozinhos. Vamos deixar de olhar o homem somente como podre e vamos ser realistas buscar por cada "gomo" deste fruto. Deus diz que é possível, é necessário. Somos alvo desse amor, então, somos capazes de tudo através dEle.
Se buscamos bençãos, sejamos obedientes (Deuteronômio 28).

"Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o viticultor.Toda vara em mim que não dá fruto, ele a corta; e toda vara que dá fruto, ele a limpa, para que dê mais fruto". (Jo 15.1,2)

24 de setembro de 2009

A Little Less Conversation


Hoje, enquanto eu vinha de bicicleta trabalhar, resolvi ouvir música (para combinar com o dia de sol). Umas das que tocam no meu playlist é A Little Less Conversation, o rei Elvis Presley. Minhas irmãs mais velhas adoravam Elvis, e tinham uma foto dele num porta-retrato pendurado na parede. Ironia ou não, ele morreu no dia em que a mais velha faz aniversário - ela não esqueceu esse dia!

Durante esta manhã eu fiquei cantarolando o refrão da música. Tra-lá-lá pra cá, tra-lá-lá pra lá, eu pensei: Se Deus quisesse cantar uma música ele cantaria Elvis. Pegaria uma guitarra, plugaria em caixas de som ultra-celestiais e se posicionaria "a là" Elvis Presley e diria:

A LITTLE LESS CONVERSATION, A LITTLE MORE ACTION PLEASE! ALL THIS AGGRAVATION AIN'T SATISFACTIONING ME

Penso que aborrecemos tanto a Deus com nosso falatório! Falamos em mudanças! Falamos em projetos que nunca executamos! Falamos mal de tudo o que nos aborrece! Prometemos fazer isso e aquilo... falamos muito! falamos demais!!! Deus quer UM POUCO MAIS DE AÇÃO!!! Chega de falar!!!!

Close your mouth and open up your heart and baby satisfy me! Satisfy me baby!

E pensei, também, nos trabalhos que não consegui efetuar esse ano! Aff que vergonha! Deixei de lado por motivos que nem eu lembro!! Nossa, mas eu falei tão bonito que deveria ter dado certo !!!!
E quando isso acontece, devemos repensar muitas coisas! Então Deus nos diz:


Come on baby I'm tired of talking 

Grab your coat and let's start walking 
Come on, come on Come on, come on 
Come on, come on 
Don't procrastinate, don't articulate 
Girl it's getting late, gettin' upset waitin' around


Lembro quando o professor Egon nos falou que existem momentos que precisamos caminhar na praia com Jesus. Parar o que estamos fazendo para organizar as idéias.

Eu acho que falamos muito! São cultos show com promessas bizarras, são promessas de vitórias sem lutas, as bandas estão tocando em toda parte e evangelizando pouco.
Perdeu-se o foco!

Vamos fechar nossa boca, abrir nosso coração e ser cristão de verdade ! Vamos satisfazer a Deus !

16 de setembro de 2009

O Homem Que Andou com Deus


Hoje, aconteceu na faculdade o culto; e a nossa sala teve uma participação nele, ativamente.

Três alunos da turma foram escolhidos para trazerem breves mensagens. Os alunos foram (por ordem de apresentação): Giomar, Oscar e Gisele.

Deixo para vocês, a mensagem do Giomar (é o queridão da foto).

Texto Base: Gn 5:21-24

O capítulo 5 de Gênesis menciona muitos personagens que nasceram, tiveram filhos e morreram. Enoque, porém, foi colocado em evidência por ter sido diferente dos demais. É verdade que ele nasceu, teve filhos e filhas. Afinal, Enoque não era um alienígena. Contudo, o texto não diz que ele morreu.
Numa época de corrupção, Enoque andou com Deus, tendo sido diferente, teve um rumo diferente.

Andar com Deus é mais que uma simples prática religiosa: é relacionamento com Deus. Ser cristão é andar com Deus vivendo conforme os preceitos de Cristo, pois ele é o Caminho (João 14:6).
Andar com Deus é fazer a Sua vontade, e seguir o seu rumo e sua direção. Quem anda com Deus não é livre para fazer qualquer coisa ou ir a qualquer lugar, mas é livre de muitas coisas más. O que pode parecer restrição da liberdade é de fato, garantia da liberdade.
Se um homem anda com Deus, ninguém pode impedí-lo de avançar. O Senhor garante o nosso progresso rumo aos alvos que Ele tem para nós.
Quem anda com Deus, nunca está sozinho ou desamparado pois tem o Senhor como companheiro, amigo e auxílio constante.

Enoque andou com Deus, não apenas por algum tempo. Ele foi perseverante. Se continuarmos no caminho, chegaremos ao bom lugar de Deus para nós. A experiência de Enoque tornou-se símbolo do arrebatamento da igreja.

15 de setembro de 2009

Deus não Cai do Céu


Essa manhã, enquanto eu pedalava em direção ao trabalho, pensei nas pessoas que esperam que Deus caia na frente deles e diga: Venha comigo, filho(a).

Esse pensamento surgiu da lembrança de um sonho que eu tive com o antigo pastor da antiga comunidade que eu congregava (muitas coisas antigas hehe).
Por conta desse sonho, pensei nas pessoas que não buscam a Deus porque (talvez) achem que Deus ainda quer elas vivam um tempo sem Ele. E elas esperam. Como quem está sentado esperando por um ônibus que passe dentro da sua casa.
A salvação é uma via dupla.
Talvez o cidadão (e tbm cidadã) já entregou sua vida a Jesus. E o tempo passou e ele não "evoluiu" espiritualmente. Continua limitando-se aos cultos, não faz leitura bíblica em casa. Diz que tudo o que Deus tem para lhe dar está no culto. Que engano.
A desculpa é comovente: "Deus tem o seu tempo".

Foi isso o que eu pensei durante o meu trajeto.

12 de setembro de 2009

Planos


Este semestre, na faculdade, estamos temos uma matéria chamada Homilética. E no momento estamos aprendendo e praticando tipos de mensagens: temática, textual e expositiva. O primeiro tipo já apresentamos, e nesta semana tivemos a apresentação de uma mensagem textual (com duração de cinco minutos).
Quero deixar para vocês, a mensagem textual da Gisele (amiga, irmã, parça: de trem, ônibus, caminhadas, risadas, choros, dias bons e ruins, de cobiça (ai, Pecado!), filmes, séries, livros, chocalates...). Ela é alguém muito importante na minha vida. E como diz o diretor da faculdade: se você quer procurar a Gisele, ache a Adelita; e vice e versa.

Lá vai o texto!

PLANOS

Provérbios 19:21 - "As pessoas fazem planos, mas quem decide é o Deus eterno".

Crescemos em uma sociedade que ensina que devemos fazer planos para nossa vida (a curto e longo prazo). Um dos assuntos mais falados e estudados nos dias atuais é o planejamento estratégico (o que eu quero ser, e quem eu quero ser daqui a um determinado tempo), nesse planejamento inclui a realização de sonhos, viagens, casamento, filhos, carreira, casa, carro, e até aposentadoria. Procuramos determinar um tempo e dentro deste tempo esperamos que as coisas se realizem conforme planejamos.

O planejamento é com certeza algo muito importante, pois não acredito que Deus tenha colocado seres dotados de inteligência para ficarem vagando pelo mundo sem rumo. Mas acredito também, que o fato de termos planos, nao significa que eles devem ser realizados conforme queremos e no tempo que desejamos, logo, deveríamos cuidar com a ênfase que damos aos planejamentos da nossa vida. Será que estamos dispostos a entregá-los à Deus, ou queremos realizá-los como nossas "forças"?

Deixa eu lhes contar algo: Eu sou uma pessoa que me empolgo com meus planos, e em outubro do ano passado eu decidi me organizar para que em julho deste ano eu pudesse ir a SP, passar 20 dias em um trabalho voluntário que me ofereceram, colocando tudo que venho aprendendo no curso de teologia em prática. Tudo estava perfeito, o planejamento financeiro estava caminhando conforme eu havia previsto, passava horas procurando promoção de passagens pela internet. Em maio encaminhei o formulário e os meus documentos para o processo seletivo, e na primeir a semana de junho fiquei sabendo que havia passado. Daí em diante, nada mais poderia dar errado (na minha mente), afinal, até aqui tudo havia estado certo, e também eu estava crente que era vontade de Deus, afinal, eu estava me dispondo a trabalhar na obra dele. Uma semana depois, fiquei sabendo que o meu pedido de férias na empresa havia sido negado. Nossa, tudo desabou. Eu fiquei extremamente decepcionada, magoada, pensei em "meter os pés pelas mãos".
No meio da minha aflição, eu recebi a palavra de Provérbios 19:21, e só constatei o que eu já sabia, os meus planos são muito incertos, e o sucesso deles depende da vontade de Deus.
Sabem, hoje eu vejo os planos dos homens, como sendo um grande esboço. Sabem, quando precisamos fazer uma atividade e colocamos no papel passo a passo o que vamos precisar e por aí em diante, e conforme vamos realizando a atividade vamos mudando a ordem dos fatores, excluímos algumas coisas, acrescentamos outras.
Da mesma forma Deus, ele nos fez e nos conhece, sabe por que estamos aqui e o que é melhor para nós, então ele pega nosso esboço e muda a ordem dos fatores, exclui aquilo que não será bom, acrescenta aquilo que nunca imaginamos que viveríamos, aí sim, temos um planejamento estratégico eficaz.

Logo, nós temos duas opções: fazer planos e tentar a todas as custas torná-los realizáveis conforme queremos e estarmos muitas vezes frustrados sem enxergar que a mudança dos planos pode ser melhor. Ou, entregamos nosso esboço à Deus, e nos permitimos aceitar as mudanças, acreditando que Ele sabe o que é melhor, tendo assim uma vida feliz e bem planejada.

17 de agosto de 2009

Homem sem pernas e braços vira guru e aprende a surfar


O australiano Nick Vujicic superou a rara condição genética de nascença que o deixou sem braços ou pernas e surfa, joga golfe e dá palestras sobre superação em todo o mundo.


Cristão fervoroso, Vujicic, que sofre de focomelia, criou a fundação Life Without Limbs (Vida sem Membros, em tradução literal) e já visitou cerca de 20 países em palestras de motivação e religiosas para empresários, estudantes, presidiários, crianças e deficientes físicos.

Desde cedo, os pais de Vujicic tentaram fazer com que o menino tivesse uma vida próxima da normalidade. Por isso, insistiram que, mesmo sabendo que ele seria alvo inevitável de provocações e brincadeiras, ele estudasse em uma escola comum.

Ele conta que teve uma infância difícil, ao perceber que, embora se sentisse normal, não era visto assim. Segundo Vujicic, ainda criança ele cogitou o suicídio, mas encontrou conforto na religião.

Além disso, aos poucos, conversando com outras crianças, ele afirma ter feito com que os colegas percebessem que, apesar da aparência, ele era igual a eles.

Vida independente
Aos 26 anos, com apenas um metro de altura, Nick Vujicic afirma levar uma vida independente. É capaz de se vestir, se pentear, aliviar as suas necessidades e até se barbear sem o auxílio de terceiros. Em casa, ele costuma pular para se locomover, e usa uma cadeira de rodas quando sai às ruas.

O mais surpreendente talvez sejam os hobbies de Vujicic: nadar, surfar e jogar golfe. Para nadar, ele bóia e utiliza o único pé atrofiado para se projetar. Nas ondas, ele utiliza um equipamento que o prende à prancha. Para jogar golfe, "segura" o taco, com a cabeça.

fonte: Terra [17/agosto/2009]

22 de julho de 2009

Profetadas


Dias atrás eu estava conversando com um dos meus colegas de trabalho. O assunto inicial era a sua ida à igreja com a esposa. Conversa vai, conversa vem, ele comentou que o palestrante da noite disse ao público: NÓS SOMOS PROFETAS!

Não quis entrar em discussão sobre a frase dita pelo palestrante, apenas fiz uma breve citação que deixou clara a minha opinião.
Desde aquele dia eu venho "matutando" sobre o que seria um profeta de verdade. Será que somos profetas mesmos?
O livro de Carlos Mesters (Deus, onde estás?), no capítulo que fala sobre os profetas, ele menciona que, para início de conversa, o profeta sabia que não falava palavras dele, mas era um instrumento de Deus para falar ao povo. E, então, veio uma cena em memória: das pessoas que ouvi dizer "profetiza que esse carro será seu" -"profetiza que essa casa será sua" - "profetiza que esse emprego será seu". Lembro de uma brincadeira que fiz com meu pastor no Dia das Mães. O argumento para ele não me cumprimentar pelo Dia das Mães era porque eu não sou mãe. Então eu disse: "Profetiza isso na minha vida, Pastor". Ele encerrou a conversa com uma risada marota.
Voltando aos profetas. Fiquei pensando nos profetas da Bíblia que já estudei ou li.
Em uma das aulas de Antigo Testamento, sobre os Profetas Menores, estudamos sobre o profeta Joel que profetizou nú em Israel. Ainda comentei com meu professor: Tem profeta que casa com prostituta, outro é preso, outro é tido como bêbado pela multidão e esse anda nú por aí.. se minha sabe que estou lendo a Bíblia ela vai brigar comigo! haha Mas pense no que estes homens passaram para profetizar para o povo de Deus. E o que os profetas de hoje fazem? Enquanto profetas como Joel andavam nú (na verdade, era uma roupa que ficava justa ao corpo), atualmente há quem procure vestir-se bem para causar impressão. Enquanto Jeremias era preso por falar o que Deus lhe dizia, hoje há poucos que falam sobre a que os profetas pregavam: ARREPENDIMENTO! CONVERSÃO! MUDANÇA DE ATITUDE!... Há quem ainda olhe para o mundo de hoje e vá contra as barbaridades que estão acontecendo dentro das igrejas?
Será que conseguiremos ser desprezados, como o profeta Micaías foi, a ponto de ser indejado por falar contra o rei!
Na minha opinião, profeta não fala para si, não diz o que todos querem ouvir, mas o que precisam ouvir. E, ouso dizer, que nem todos são chamados para serem profetas.
Ser profeta não é falar a sua opinião sobre algum assunto. Ser profeta não é chamar para si bens materiais. Atualmente, muitos querem chamar para si glamour e deixam de lado (e dessa forma, diminuem) a importância do verdadeiro profeta.

20 de julho de 2009

Professor, Pai e Amigo


Quando um novo semestre inicia na faculdade, tenho o hábito de ir até a secretaria para saber quem serão meus professores.
No terceiro semestre eu perguntei para a secretária: Quem é esse Egon? Ele é legal?
Ela me respondeu afirmativamente e ainda disse: Vocês vão gostar das aulas com ele.
Eu a respondi: Tomara que seja bom mesmo, pois terei três matérias com ele.

E eu descobri que a secretária estava errada: ele não era legal, ele é maravilhoso.
Ele conseguiu deixar o Grego interessante aos meus olhos. Suas aulas de Teologia do Novo Testamento são ensinos que não esquecerei - Pedro na praia ainda é meu preferido.

E todas as aulas foram encantadoras.
Eu aprendi com as suas certezas e dúvidas. Seus questionamentos me fizeram subir alguns degraus em conhecimento.

Ele cativou a todos na sala. Era impossível encontrá-lo pelos corredores e não querer lhe cumprimentar com um beijo e um abraço.


O tenho como meu segundo pai. Meu segundo paizinho.


Pai, quero que saiba que sua vida ajudou essa filha torta a olhar o mundo com outra perspectiva. E que a saudade que sinto no peito, desde já, é tão grande que transborda pelos olhos.
Sentirei sua falta pelos corredores, na sala de aula e no "extra-classe" (churrascos, pizzas,...); mas do fundo do meu coração desejo que o senhor tenha muito sucesso nesta nova etapa. Que Deus continue abençoando ao senhor e sua amada família. Que nunca lhes faltem bênçãos para contar.

De sua filha que lhe ama muito e nunca lhe esquecerá,
Adelita

14 de julho de 2009

Reflexão


Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim. —João 15:26


Uma mulher comprou um vidro de óleo de fígado de bacalhau para dar ao seu cachorro, para que o pêlo ficasse mais sadio e brilhante. Todas as manhãs, ela forçava os maxilares do cão e colocava o líquido garganta abaixo. O cão lutava, mas ela persistia. Ela pensava: ele não sabe o que é bom para ele! Repetia fielmente o processo todos os dias.
Entretanto, num determinado dia, o frasco escorregou e ela descuidou-se do cachorro por apenas um momento, para limpar a sujeira que caíra. O cachorro cheirou o líquido de peixe e começou a lamber o que ela havia derramado. Na realidade, ele gostava deste óleo de fígado de bacalhau, só não queria ser forçado a tomá-lo!
Algumas vezes, usamos um método semelhante ao falar sobre Cristo a outras pessoas. Nós os “agarramos pelo colarinho” e os forçamos a nos ouvir, é o tipo do intenso confronto cara a cara. Embora nosso desejo sincero seja compartilhar o Evangelho podemos afastar as pessoas. Com nossa tentativa sincera mas demasiadamente entusiasta criamos resistência.
Fomos chamados para compartilhar as boas novas, mas não somos responsáveis se as pessoas aceitam ou rejeitam a Cristo. Não é nossa tarefa convencer alguém do seu pecado. É responsabilidade do Espírito Santo (João 16:8).
Ao falar aos outros sobre o sacrifício de Cristo, seja sensível. Saiba quando ir mais devagar e deixe que Deus e Sua Palavra os convençam a dele se aproximar. —CHK


O Espírito Santo convence para que Cristo possa purificar

5 de julho de 2009

O frágil e poderoso Michael Jackson [por Pe. Zezinho]


Falar de mídia sem falar deles seria omissão. Falar deles na mídia, sem falar de limites seria ingenuidade. Brancos ou negros, são nomes que marcaram época, alguns desde a infância. Judy Garland, Frank Sinatra, Marilyn Monroe, Elvis Presley, Os Beatles, Madonna e Michael Jackson ganharam fortunas com a beleza, a voz, com a cintura e com os pés. Deixaram o seu recado. E pagaram um alto preço pelo caminho que trilharam.


Mas os críticos são unânimes em dizer que Michael Jackson na era digital de altíssima tecnologia, foi o mais expressivo e o mais revolucionário de todos. Tornou a música visual, mas do que Elvis que a tornou corporal. Todos foram rebeldes, todos deixaram suas marcas, e alguns deles tiveram vidas e mortes trágicas. Não seria exagero dizer que a fama os matou. É preciso ter força interior e um projeto de vida maior do que a fama e a mídia para derrotá-las. Mídia e fama são como tsunamis. Avolumam-se e engolem quem não sabe dos limites ou das margens. Não tem para onde fugir.


Michael Jackson foi mais uma das vítimas da falta de limites e margens da mídia. No palco, ele foi poderoso. Buscava o melhor e o bem feito. Profissionalíssimo, era um perfeccionista. Não havia erros. Nas finanças e na mídia, imbatível até que o dia em que começaram a lhe cobrar o preço de sua não conformidade com seja lá o crime de que o acusam. A justiça diz não ter achado provas.


Forte na arte, na vida era de uma fragilidade que dava dó. Quando morreu, a 25 de junho, com o médico ao lado, supostamente de overdose de remédio, tinha dominado, como nenhum outro astro jamais o fizera, as técnicas da mídia. Daqui a vinte anos ele ainda soará inovador e criativo. Ninguém melhor do que ele conjugou o sonoro com o visual. O menino punido pelo pai, pressionado até à exaustão para ser perfeito tornou-se um dos maiores artistas de toda a historia humana. Teve os instrumentos e fez uso deles. Chegou a quase 2 bilhões de pessoas.

Cantor e dançarino de vastos recursos, ele mudou a mensagem do corpo e recriou a dança popular. Mereceu o título de artista pop. Mercadejou e mercantilizou bem. Fez o mundo dançar. Encarnou a festa do corpo e do som. E ele sabia disso! Dominava os passos, o som e os ritmos, mas parecia não ter domínio sobre sua corporeidade: não se aceitava, embora usasse o corpo de maneira esplendida. Mexeu com ele e com o corpo de bilhões de pessoas, mas acabou, também, mexendo demais no próprio corpo. Tanto interferiu que o deformou. Na época do botox e do silicone, sirva de exemplo o que se deu com ele. Mas é conselho que o desespero pela estética mais do que a busca da ética não será seguido. Não importam as conseqüências. Quem persegue o corpo perfeito acabará injetando substâncias químicas nele. O preço? Pagam o que for preciso para por alguns anos desfilarem como reis e rainhas da era da estética... Michael Jackson disse que tinha motivos. Respeitemos sua angústia, mas lembremos aos que acham ter motivos que, mais cedo ou mais tarde, o corpo reage.

Dele se pode afirmar que, se soube atuar com o corpo, não soube situar-se com ele. Festejou a vida, mas não soube vive-la. Quis dela mais do que a vida pode dar. Era figura altamente controvertida. Processado, tido como vitima inocente, às vezes visto como monstro, julgado à revelia pela mídia que antes o exaltara, inocentado, explorado, perdeu parte da sua enorme fortuna para resolver seus gigantescos problemas.

Michael Jackson é mais uma das grandes vitimas dos barbitúricos, da solidão, da fama e da bilionária indústria do espetáculo. A fama é um trem e quem quiser carona no vagão especial, que pague o preço! E quando mais perto da locomotiva estiver o vagão, mais caro o preço. Mas o desejo de ser aplaudido é tanto que poucos se dão conta da fatura que terão que pagar. Serve para crentes e para não crentes. Lembremo-nos de Marilyn Monroe, de Elvis Presley e Michael Jackson, mas lembremo-nos também de Jim Jones e da Freirinha do Dominique-nique-nique... Elvis era evangélico, Michael tornou-se muçulmano, Jim Jones fundou uma Igreja messiânico-pentecostal e se matou depois de envenenar 800 do seus fiéis. A Irmã Sorriso deixou o claustro para morrer suicida ao lado de sua companheira. Em algum lugar do caminho a religião parece não ter ajudado nem a um nem a outro.


Celebridade nem sempre rima com felicidade! Vem tudo com juros extorsivos. Ele tornou-se um ícone e ícones acabam guardados a sete chaves. As chaves que o isolaram do mundo foram muito mais do que sete; e tão cheias de segredos impenetráveis eram que acabaram por jogá-lo numa redoma. Cantou muito, dançou muito e quase nada falou. Morreu sem ter se explicado a si mesmo e ao mundo.

Deus o entende. Que o maior artista dos últimos tempos e, talvez, de todos os tempos pela repercussão que alcançou, descanse em paz, depois de ter sido ouvido e visto por dois em cada 6 seres humanos do planeta. Ele e Elvis Presley e Marilyn Monroe, têm muito a conversar lá, onde agora estão. Morreram de overdose. Não estavam felizes. Tinham tudo, mas não tinham a si mesmos. Jesus alertou para isso. De que adianta alguém ganhar o mundo inteiro se perde a sua identidade? (Mt 16, 26).


Neste mundo eles interpretaram o povo, a mídia e as aspirações e loucuras do seu tempo, mas, depois que caíram nas mãos da implacável indústria do espetáculo, papel assinado, não tiveram mais como ser eles mesmos. Havia uma voz, uma canção, um charme e um corpo a ser vendido... Há um tipo de mídia que mata, a curto e em longo prazo. Se o cantor não sabe quando parar a mídia também não sabe: suga-o até à ultima gota. Michael Jackson virou, desde criança, produto de consumo!Se ele quis isso, nunca saberemos. Só sabemos que foi levado a isso e não soube dizer não. Feliz de quem o consegue. A palavra é “limite”.


EVER M.J.

24 de junho de 2009

A Bela e a Fera se Separaram [por Marcos Botelho]


Temo afirmar que a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas. Vou tentar explicar melhor.


Temos que entender que um namoro começa antes mesmo de você conhecer a pessoa que você vai namorar, o namoro começa na sua cabeça. O seu futuro namoro começa agora, nas suas expectativas!

O que a maioria dos adolescentes ou jovens fazem enquanto não encontram seu namorado(a)? Eles ficam imaginando como eles(as) devem ser. E é aí que mora o perigo! Começa o namoro e, possivelmente, também começa o vírus que vai destruí-lo no futuro.

Dependendo de nossa expectativa, algo que era bom pode parecer ruim e uma coisa ruim pode até se tornar boa. Tudo depende da nossa expectativa.

Lembro-me de uma vez que chegou uma oferta de mil reais para um projeto do JV. Minha mãe, ao abrir o envelope, correu para falar com meu pai, jogou o envelope no colo dele e falou brincando: Bem! Chegou uma oferta de dez mil reais para o seu novo projeto. Meu pai nem conferiu o cheque, pulou de alegria, agradeceu a Deus e saiu para contar para os outros missionários a bênção que tinha acontecido. Depois de algumas horas, ao sentarmos à mesa para comer, meu pai comentou o que ia fazer com os dez mil reais e minha mãe corrigiu falando: Não amor, é mil reais, você não viu que eu estava brincando? Você não olhou o cheque? O rosto do meu pai mudou na hora, vocês precisavam ver a cara de decepção e raiva que ele estava naquele momento.

Ganhar mil reais de oferta sempre foi motivo de muita alegria aqui em casa, mas por causa da brincadeira de mau gosto da minha mãe, aqueles mil reais pareciam não valer nada.

Pois é assim também com o namoro, dependendo da expectativa que você tenha, o seu parceiro depois de algum tempo de namoro, mesmo valendo muito, pode parecer que não vale nada.

Os contos de fadas narram histórias que alimentam expectativas falsas, como a da princesa que encontra um sapo e depois de beijá-lo ele vira um príncipe, ou a história mais famosa, da Bela e a Fera que narra a história de uma princesa, que fica presa num castelo de uma fera horrível, mas que, com o tempo ele se torna um príncipe maravilhoso.

A expectativa do homem é diferente da expectativa da mulher. A mulher, já no começo do namoro, acredita que um dia o homem que ela gosta vai mudar, assim como o sapo/fera muda para príncipe e, na realidade o que acontece é que ELES NÃO MUDAM.

E os homens pensam que elas nunca vão mudar, sempre vão ser aquelas princesinhas que não mudam nos contos de fadas, mas o fato é que ELAS MUDAM.

É por isso que repito a frase que comecei este artigo: a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas.

Cuidado! Às vezes você está com um tesouro caro nas suas mãos, mas porque você “acha” que existe um tesouro maior no fim do arco-íris, você desvaloriza o que está com você!

19 de junho de 2009

O que significa Morrer para Cristo - por Calebe Ribeiro


"Ao ler a história dos primeiros cristãos, também conhecidos como mártires, podemos observar que todos que foram colocados ao desafio de negar a fé em Cristo diante da própria morte, não o fizeram. Pelo contrário, preferiram entregar seu próprio corpo a crucificação, a fogueira, aos açoites, aos murros, e finalmente a morte.


Todos os discípulos, segundo a tradição, receberam em seu corpo o castigo de servir a Cristo e de não abrir mão dessa convicção. A proposta imposta a esses fiéis era aparentemente simples: negar a fé em Cristo significava viver, afirmar a fé em Cristo significava morrer.

Temos relatos históricos de milhares de homens, mulheres, jovens e crianças que durante séculos foram perseguidos e colocados diante desse desafio, e qual era a resposta deles? Obviamente, eles escolhiam por preservar a fé e morrer, pois sabiam que negar a fé em Cristo e adorar aos demônios incorporados nos deuses era morrer estando vivo.

A grande pergunta que sonda esse período nebuloso de perseguição e morte é: por que todos preferiam morrer do que negar a fé?É so imaginarmos que fé é algo vindo do coração. Não é apenas uma exteriorização de atos. Sendo assim, eles não poderiam dizer que não acreditavam e depois retomar sua caminhada de fé´? Talvez, para nós, tomar essa atitude de preservar a vida seja mais coerente. Talvez você já tenha até chegado em algum momento a pensar que se vivesse naquele período, daria o famoso miqué, diria que não é cristão só para escapar.

Só que existe um fator histórico que responde essa nossa pergunta do porque os mártires tinham prazer em morrer por Cristo, tinham prazer em preservar sua fé.

Começando pelos discípulos que foram os primeiros mártires, vemos que a maioria das mortes desses foram semelhantes a de Cristo, seja pelo objeto ou seja pelo sofrimento. Na mente desses discípulos, morrer por Cristo era partilhar igualmente do seu sofrimento, e eles faziam isso, não porque eram masoquistas, mas porque, o sofrimento de Cristo por cada um deles estava fresco em suas mentes, isso instigava-os a se dar como o mestre se deu, por amor a Ele. O martírio era conseqüência da visão e da memória que eles tinham de Cristo e seu sofrimento.

E eu pergunto: Qual é o nosso martírio na pós modernidade?

Passou os séculos e os mártires sumiram. Hoje são poucos os que dão a vida, e digo de forma literal, por sua fé. Hoje, sofrer por Cristo é ter que ir aos domingos na igreja. Sofrer por Cristo é dar o dizimo, ou passar quatro anos no seminário. Sofrer por Cristo é fazer ação social, é criar e cumprir ritos religiosos e leis sem fim. O nosso martírio é deturpado por que perdemos a imagem do martírio de Cristo. Nós esquecemos o sabor, o cheiro, a dor, o sofrimento do mestre, e isso nos faz viver sem saber o que realmente é morrer por Cristo.

Os mártires antigos sabiam que diante do desafio de negar a fé, eles poderiam mentir e dizer que não eram cristãos, para preservar sua vida, pois afinal mais vale um discípulo vivo do que morto. Mas eles não faziam isso, pois sabiam que diante da cruz, o mestre não negou o seu chamado, pois ele sabia que mais valia um cordeiro santo crucificado, do que a criação divina morta em seus delitos e pecados".

12 de junho de 2009

Eu não resisto a uma Declaração de Amor ... ai ai


Ahhh não resisto a uma genuína declaração de amor ... e já que hoje é dias dos namorados, deixarei a declaração de amor melhor declarada, pelo homem mais lindo, perfeito, alto, elegante, charmoso e TDB do MUUUUNDOOO...


livro: Orgulho e Preconceito
Autora: Jane Austen
Ator da Série: Colin Firth ('ti lindo)
Ano: 1995

Darcy ficou sentado durante alguns instantes e depois, levantando-se, pôs-se a caminhar pela sala. Elizabeth ficou espantada, mas não disse nada. Depois de um silêncio de alguns minutos, aproximou-se agitado e disse:
— Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.

10 de junho de 2009

Hoje tem Marmelada !!! Tem sim, senhor !!!


Ontem a noite, na faculdade, estudamos sobre o profeta Miquéias e sua ação profética em Israel. Datas, locais, nomes, referências, contemporâneos e bla bla bla ...
Em meio a tudo isso, a mensagem de Miquéias ia contra os líderes de Israel que falavam contra aqueles que não prestavam suborno...
comeis a carne do meu povo e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis em pedaços como para a panela e como carne dentro do caldeirão.[Miquéias 3:3]

Os seus chefes dão as sentenças por peitas, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? nenhum mal nos sobrevirá.[Miquéias 3:11]

E então hoje houve uma referência a um dito pastor e seu cajado que durante um evento "cristão" chamou um rapaz para cima do "palco" e o humilhou com palavras que, segundo o pastor, eram de DEUS ... aafff ... e quando esse mesmo pastor se dirigiu aos demais pastores, seu tom mudou - da "raiva" subta para um doce chamado.


Circos como esses me irritam profundamente. Porque pessoas como esse pastor ainda estão subindo em púlpitos para falar da Palavra de Deus,.. e pior, dizendo falar em NOME DE DEUS ... Porque que é que aqueles que podem tirá-lo lá de cima ainda permitem que pessoas como esse homem sejam convidados para falar ao povo de Deus ? 
Porque aberrações deste tipo ainda são permitidos EM NOME DE DEUS...

Pastores são homens que deveriam guiar o povo de Deus, mas cada dia eu me decepciono mais com esse tipo de gente, como esse pastor, que faz CIRCO para o um povo que continua ignorante sobre as coisas de Deus.. Um povo que continuará a margem enquanto não houverem pessoas de coragem para arrancarem esses palhaços do púlpito.

9 de junho de 2009

A Bênção de Ser Solteiro !


Li este livro uns anos atrás, e agora, nessa semana dedicada aos casais enamorados, eu lembrei dele.

Pensei sobre o que o estado civil: SOLTEIRO pode significar hoje.
No meio onde trabalho, em casa, na faculdade, entre amigas e amigos... Ás vezes, eu imagino que os solteiros devam ser pessoas amaldiçoadas! Será?
No trabalho, os meninos correm atrás de uma namorada ou ficante (fixa ou não).
Em casa, parentes querem saber se todos os filhos estão casados (graças a Deus minha mãe é uma mulher resolvida sobre esse assunto comigo).
Na faculdade, além de ser "criticada" por ser luterana ainda tenho que aguentar comentários sobre minha tão feliz solterisse (sem contar aqueles que acham que sou lésbica - Deus me ajude).
POR FAVOR, O QUE É ISSO TUDO ????
As pessoas correm tanto atrás de uma "cara metade" que, em casos, o "não estar só" já basta - não importa se é alguém que você goste, que compartilhe seus sonhos e tals.. Felizes são aqueles que são sensatos que procuram REALMENTE relacionamentos conjuntos (ultimamente, a individualidade exacerbada tem atingido até os casais).
E nisso tudo, se você estiver sozinho durante um longo tempo é um sério candidato a ser AMALDICOADO por SER SOLTEIRO.
Eu gosto de ser solteira. Tenho vantagens.
Parece que SER SOLTEIRO é um estado de infelicidade total. Não se pode rir. Não se pode ser alegre e feliz - a verdadeira felicidade só encontrada nos casais.
FALA SÉRIO!!!
Adoooooro meu estado civil. Vivo ele intensamente, com todas as suas BÊNÇÃOS. Não vou deixar de me divertir ou me alegrar porque não tenho um namorado ao meu lado.
Espero pelo meu Boaz.. mas vivo agora, feliz e com planos futuros (com ou sem marido neles).
Estou me preparando para a hora que ele chegar (e se chegar).
Não posso estar esperando para ser feliz somente depois casar: busco a felicidade agora.

PIADINHA:
Casamento é igual piscina gelada, depois que o primeiro entra, fica falando para os outros: - Pula que a água tá quentinha!

:D

5 de junho de 2009

Identidade :D

A Rede Globo, através do Jornal Nacional, passou uma série sobre "Os Evangélicos". Algumas denominações foram apresentadas, entre elas OS LUTERANOS !!! uuhuuuulll.....
Como é muito raro ouvir algo bom do meio secular sobre os evangélicos, essa reportagem vale a pena ser postada.
Beijos a Todos,
Fiquem com Deus ... :D

A atuação dos luteranos no Rio Grande do Sul
A principal característica da Igreja Luterana é acreditar que a salvação vem apenas pela fé e não como resultado de obras e boas ações. Mas isso não impede a forte ação social no sul do Brasil.

Nesta semana, o Jornal Nacional apresentou uma série especial de reportagens sobre a ação social de algumas das dezenas de igrejas evangélicas presentes no Brasil.

Nesta sexta, na reportagem que encerra a série, Flávio Fachel e William Torgano mostram a atuação dos luteranos no Rio Grande do Sul com descendentes de europeus, de negros, escravos e de índios guaranis.

Uma bênção que ecoa há 15 décadas numa região de pequenas propriedades em São Lourenço do Sul, a 200 quilômetros de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Eles são descendentes dos pomeranos, povo agricultor que vivia da própria terra na Europa, na região onde agora é a Alemanha.

Hoje, a lavoura no Brasil multiplica sorrisos. Mas nem sempre foi assim. A mesma terra que hoje vê prosperidade já foi testemunha de um modo de produção que empurrou os descendentes dos imigrantes para uma situação de dependência.

Durante quatro gerações, eles plantaram para patrões, venderam para atravessadores, perderam a relação de liberdade que tinham com a terra.

Hoje, 150 anos depois, a fé que os acompanhou nos barcos das grandes travessias do Atlântico, e que nunca foi esquecida, conseguiu começar a mudar essa história.

Uma chegada cheia de esperança nas promessas de terra farta e de felicidade. Nas malas, carregavam o pouco que tinham. Nos corações, traziam uma fé incomum no Evangelho e na Igreja Luterana.

“As primeiras igrejas que chegaram ao Brasil são igrejas que vieram a partir de grupos étnicos que foram trazidos para ocupar o lugar dos escravos. Esses grupos trazem suas crenças, criam as suas comunidades e as igrejas começam a se desenvolver”, explicou Maria das Dores Machado, socióloga da UFRJ.

A Igreja Luterana surgiu no século XVI, na Europa. Chegou ao Brasil com os pomeranos em 1824. Hoje já são 1 milhão de fiéis em todo o país.

Sua principal característica é acreditar que a salvação vem apenas pela fé e não como resultado de obras e boas ações. Mas isso não impede a forte ação social da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Rio Grande do Sul.

“A missão desse serviço foi exatamente de resgatar essa fé e uma fé tem que se articular com a vida das pessoas que se concretiza no jeito de se relacionar com a natureza”, disse Ellemar Wojahn, coordenador da IECLB.

Com o Centro de Apoio ao Pequeno Agricultor, a igreja, de certa forma, devolveu aos fiéis a capacidade que os antepassados perderam: de sobreviver da terra sem depender de ninguém.

“Foi Deus que fez a natureza, foi Deus que fez em seis dias, no sétimo descansou e a deixou para nós para trabalhar e ganhar o nosso sustento”m afirmou o agricultor Romil Mühlenberg.

Seu Romil vive na terra que já foi de seu pai, do avô e do bisavô. Nunca abandonou a leitura da Bíblia. Na lavoura, o resultado do que está aprendendo com os irmãos luteranos: uma nova forma de produzir, sem agrotóxico. “Se não fosse a igreja, a gente não estava nessa da agroecologia”.

E a produção é vendida direto para o consumidor, na Feira dos Luteranos, no Centro de Pelotas.

Vantagem? O lucro de cada um não é dividido com mais ninguém. Mas o ganho maior para todos eles vem na esperança de ver a família continuar unida na fé e na terra dos antepassados.

“Agora eu sinto orgulho muito grande de estar na lavoura com meus filhos acompanhando. Eu acredito que daqui a 50 anos os meus netos estarão trabalhando aí”, projeta Seu Romil.

“A igreja tem essa pretensão de criar condições para que as famílias tenham possibilidade de ter renda e uma vida digna no meio rural”.

E ainda sobra para ajudar a quem precisa. Depois do culto, moradores pobres da região recebem cestas de alimentos doados pelos agricultores luteranos. “É uma sensação de que Deus está sempre com a gente apoiando, ajudando”, disse a desempregada Santa Janete Maia.

Estar com quem precisa. Os fiéis da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Rio Grande do Sul decidiram também estender a mão para mais gente que depende da terra no estado.

Descendentes de escravos, esquecidos nos quilombos, e os índios guaranis que, depois de perderem as terras, viraram mendigos de beira de estrada. Entre duas comunidades tão diferentes, muitas semelhanças.

“O Brasil tem uma dívida social e a igreja também tem uma dívida social com essas populações tradicionais que foram excluídas e marginalizadas que não têm lugar ainda hoje na sociedade”.

Preocupados com o mais básico – sobreviver – índios e quilombolas foram deixando os costumes para trás. Agora, os luteranos ajudam essas pessoas a se reencontrar com a própria cultura.

Estimulando os mais velhos a ensinar o que sabem aos mais novos. Assentados na reserva, os índios tiveram sorte. Podem agora ensinar às crianças guaranis que seu povo vive da terra. E que apesar do que sofreram com os brancos, continuam de braços abertos a quem quiser vir ajudar.

"Somos da tribo Tekoaporã e convidamos você a nos visitar", cantam os pequenos guaranis.

Uma lição de amor e solidariedade. “Jesus não perguntou se era difícil, onde estava, como é que era, que cor que tinha. Foi buscar e a gente tem que seguir esse exemplo, estar permanentemente nessa busca da ovelha perdida”, , declarou Rita Sorita, coordenadora da Igreja.

Na reportagem de quinta, nós mostramos o trabalho dos batistas com crianças que foram afastadas dos pais pela Justiça e também apresentamos o trecho de uma entrevista com a socióloga Maria das Dores Machado.

Ela observou que a doutrina pentecostal enfatiza a capacidade do indivíduo de desenvolver o dom do Espírito Santo. Só que nós mostramos esse trecho logo depois de explicar as origens da Igreja Batista e aí ficou parecendo que a Igreja Batista seria pentecostal.

Mas isso não é verdade. A socióloga se referia a outras igrejas. Os batistas têm origem na Inglaterra, no século XVII, valorizam o batismo na idade adulta e adotam princípios comuns ao protestantismo.

26 de maio de 2009

24 de maio de 2009

De dois, um

Essa semana alguns planos futuros começaram a tomar forma. E eles tomaram uma atenção especial. E conforme o tempo foi passando, eu pensei (com meus botões): "E o que Deus acha disso? Estou querendo isso e aquilo, mas o que Deus está pensando de tudo isso?"..Naquela noite, antes do meu devocional particular, orei colocando esses meus desejos em Suas sábias mãos. E na leitura bíblica foi a seguinte:
Mateus 6: 25-34:
- Por isso eu digo a vocês: não se preocupem com a comida e com a bebida que precisam para viver nem com a roupa que precisam para se vestir. Afinal, será que a vida não é mais importante do que a comida? E será que o corpo não é mais importante do que as roupas?
Vejam os passarinhos que voam pelo céu: eles não semeiam, não colhem, nem guardam comida em depósitos. No entanto, o Pai de vocês, que está no céu, dá de comer a eles. Será que vocês não valem muito mais do que os passarinhos?
E nenhum de vocês pode encompridar a sua vida, por mais que se preocupe com isso.
E por que vocês se preocupam com roupas? Vejam como crescem as flores do campo: elas não trabalham, nem fazem roupas para si mesmas.

Mas eu afirmo a vocês que nem mesmo Salomão, sendo tão rico, usava roupas tão bonitas como essas flores. É Deus quem veste a erva do campo, que hoje dá flor e amanhã desaparece, queimada no forno. Então é claro que ele vestirá também vocês, que têm uma fé tão pequena! Portanto, não fiquem preocupados, perguntando: "Onde é que vamos arranjar comida?" ou "Onde é que vamos arranjar bebida?" ou "Onde é que vamos arranjar roupas?" Pois os pagãos é que estão sempre procurando essas coisas. O Pai de vocês, que está no céu, sabe que vocês precisam de tudo isso. Portanto, ponham em primeiro lugar na sua vida o Reino de Deus e aquilo que Deus quer, e ele lhes dará todas essas coisas. Por isso, não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã trará as suas próprias preocupações. Para cada dia bastam as suas próprias dificuldades.


Eu adorei a minha reposta de oração - e foi instantânea. Como diz minha amiga Gi: foi um recadinho do céu! E foi expresso !!!! Porém (sempre há poréns), me organizar não faz minha fé diminuir ou parecer fraca: faz parte do processo, mas eu sei que tudo do que eu pedir para Deus, que esteja dentro da vontade dEle, será feito!
Buscando mais sobre essa passagem, achei o seguinte comentário no Manual Bíblico SBB:
"As pessoas podem escolher suas prioridades. Elas podem correr atrás do dinheiro e bens materais, como podem dar maior importância a Deus e assuntos espirituais. Mas não podem fazer as duas coisas ao mesmo tempo (...) Aqueles que colocam Deus em primeiro lugar podem ter a certeza de que ele conhece todas as suas necessidades e não deixará de suprí-las. Não precisam se preocupar".


Desejo que vocês possam também ser confortados com essa passagem. Que suas necessidades possam estar guardadas em Deus...
Fiquem com Deus... tenham uma ótima semana !
:D

22 de maio de 2009

Para Refletir ... e Produzir Mudança


“O tipo de Deus que agrada a maioria teria hoje uma disposição fácil quanto à tolerância de nossas ofensas. Ele seria amável, gentil, acomodatício, e não possuiria ação violenta. Infelizmente, até mesmo na igreja perdemos a visão da majestade de Deus. Há tanta superficialidade e frivolidade entrenós. Os profetas e os salmistas provavelmente diriam de nós que não temos o temor de Deus perante nossos olhos. Na adoração pública, é nosso hábito sentarmos de qualquer modo; não ajoelhamos hoje em dia, muito menos nos prostramos em humildade diante de Deus. É mais provável que batamos palmas de alegria do que nos enrubesçamos de vergonha ou lágrimas. Vamos a presença de Deus reivindicando seu patrocínio e amizade; não nos ocorre que ele pode nos mandar embora. Precisamos ouvir novamente as palavras ajuizadas do apóstolo Pedro: “Se invocais como Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo as obras de cada um , portai-vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação”. Em outras palavras, se ousamos chamar nosso Juiz de Pai devemos livrar-nos da presunção. É preciso dizer que nossa ênfase evangélica na expiação é perigosa se chegamos nela rápido demais.


Só aprendemos a apreciar o acesso a Deus que Cristo ganhou para nós depois de primeiro termos visto a inacessibilidade de Deus aos pecadores.Só podemos gritar “Aleluia” com autenticidade depois que primeiro tivermos clamado: “Ai de mim que estou perdido”.Nas palavras de Dale: “é em parte que o pecado não provoca a nossa própria ira, que não cremos que provoque a ira de Deus”
[John Stott, A Cruz de Cristo, página 98]

19 de maio de 2009

Apaixonando-se pela Mulher Frankenstein [por Marcos Botelho]


Alguns pensam que Jesus pegou muito pesado com os casados quando declarou que “qualquer que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério” (Mt5:28). Eu não concordo.

O grande problema é que Jesus sabia do perigo do fenômeno chamado “amante Frankenstein”. Vou tentar explicar melhor.

Não tem como um relacionamento estar “nas oitavas maravilhas” o tempo todo e é quando o nosso relacionamento está em baixa que o perigo do fenômeno aparece.

Vamos usar o exemplo de um homem que está passando por uma fase mais difícil no casamento: depois de um dia estressado ele sai para dar uma volta e percebe uma menina que ao passar troca um olhar e um sorriso provocante com ele, ele registra esse momento em seu coração, pois está frágil e acredita que não tem nada demais, afinal,foi apenas um sorrisinho.

No outro dia, a secretária do seu chefe veio com um vestidinho muito provocante, e ela para pra perguntar algo que ele já nem se lembra , pois não conseguiu tirar os olhos do vestido.Ele registra o vestido em sua mente, que por sinal era muito bonito mesmo.

O problema é que três dias depois, ao abrir a sua caixa de e-mail, viu que recebeu um Spam com a propaganda da Playboy daquele mês, ele nem clicou na foto, pois sabe que pode ser vírus, mas ficou encantado com os seios maravilhosos daquela atriz. E assim foi, dia após dia, com pequenas olhadas e inocentes registros montando uma mulher “perfeita” em sua mente. O que ele não sabe, ou não quer saber, é que esta mulher vai ganhar vida e se chamará mulher Frankensein.

Quem nunca ouviu, pelo menos de forma rápida, a história do monstro Frankenstein, a história de um cientista chamado Victor que, insatisfeito com sua vida, constrói uma criatura com partes humanas e dá vida a ela. A criatura que foi denominada com o sobrenome do seu criador, Frankenstein, com o tempo percebe que era diferente de todos os homens e não tinha uma parceira à altura. O monstro exige que seu criador, Victor, crie uma companheira para ele, e quando Victor se recusa a fazer tal coisa o monstro o ameaça e o persegue até matá-lo.

É isso que acontece quando o amante ou a amante Frankenstein ganha vida, a pessoa que está do teu lado, às vezes durante anos, e que tem feito de tudo por você, não tem mais valor. Não é como a mulher perfeita de nossas mentes a mulher Frankenstein. E esse monstro que agora ganhou vida te perturba e se mistura com você, cobra para si um par perfeito.

É quando você tenta fugir e é tarde demais. O monstro vai atrás de você até matar seu casamento com uma outra mulher qualquer, que não chegava aos pés da sua, mas que você, na escuridão de sua mente, a incorporou a sua amante chamada Frankenstein.

Sei que este artigo acabou em uma tragédia, assim como a história de Frankenstein também. Por isso é que Jesus já avisa que o adultério está no coração e que tudo começa com um simples olhar.

14 de maio de 2009

Leitura Obrigatória ...


A leitura obrigatória que tenho que fazer é a obra de John Stott, A Cruz de Cristo.
Ontem, o que chamou a minha atenção (e me fez refletir) foi o capítulo "Por que Cristo morreu?". O autor faz uma lista das possíveis pessoas que "mataram" Jesus. Stott conduz o leitor para os motivos que cada um entregou Jesus a cruz: os soldados romanos, Pilatos, os povo judaico e seus sacerdotes, Judas Iscariotes...
O autor não fala, mas eu incluiria os discípulos também. Na minha opinião, que não ajuda a livrar, ajuda a condenar. Stott incluiu a nós nesse processo, como eternos devedores por tamanho amor.
Deixo para vocês um trecho...:



"Na busca do ganho material os seres humanos têm descido às profundezas da depravação. Os magistrados tê, pervertido a justiça por suborno, como os juízes de Israel de quem Amós escreveu: "Vendem o justo por dinheiro, e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias" (2:6). Os políticos têm usado o seu poder para a concessão de contratos ao que faz uma proposta melhor, e os espiões têm descido ao ponto de vender ao inimigo os segredos de seu país. Os negociantes têm feito transações desonestas,pondo em perigo a prosperidade de outros a fim de ganhar mais. Até mesmo professores supostamente espirituais têm tranformado a religião em uma empresa comercial, e alguns ainda hoje o fazem, de modo que o candidato ao pastorado recebe a advertência: não seja amante do dinheiro. O linguajar de todas essas pessoas é o mesmo que o de Judas: dependendodo que me derem, eu o entregarei a vocês. Pois todo mundo tem o seu preço, asseverao cínico, desde o assassino contratado, diposto a pechinchar a vida de alguém, ao mais baixo oficialque atrasa a emissão de um documento ou passaporte enquanto não receber o seu suborno. Judas não foi excessão. Jesus dissera que é impossível servir a Deus e ao dinheiro. Judas escolheu o dinheiro. Muitos outros têm feito o mesmo". (página 50)



É muito fácil acusar as pessoas pelas atitudes erradas que elas tomam.

É fácil apontar o dedo e julgar. Lavar as mãos é fácil. Difícil é aceitar que somos tão falhos quanto aqueles a quem apontamos os erros.
Numa sociedade tão corrompida como essa que vivemos, é comum vermos tais atitudes como estas que Stott mencionou. Podemos ficar tristes, abatidos, chateados até; mas o que estamos fazendo para mudar?