19 de maio de 2009

Apaixonando-se pela Mulher Frankenstein [por Marcos Botelho]


Alguns pensam que Jesus pegou muito pesado com os casados quando declarou que “qualquer que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério” (Mt5:28). Eu não concordo.

O grande problema é que Jesus sabia do perigo do fenômeno chamado “amante Frankenstein”. Vou tentar explicar melhor.

Não tem como um relacionamento estar “nas oitavas maravilhas” o tempo todo e é quando o nosso relacionamento está em baixa que o perigo do fenômeno aparece.

Vamos usar o exemplo de um homem que está passando por uma fase mais difícil no casamento: depois de um dia estressado ele sai para dar uma volta e percebe uma menina que ao passar troca um olhar e um sorriso provocante com ele, ele registra esse momento em seu coração, pois está frágil e acredita que não tem nada demais, afinal,foi apenas um sorrisinho.

No outro dia, a secretária do seu chefe veio com um vestidinho muito provocante, e ela para pra perguntar algo que ele já nem se lembra , pois não conseguiu tirar os olhos do vestido.Ele registra o vestido em sua mente, que por sinal era muito bonito mesmo.

O problema é que três dias depois, ao abrir a sua caixa de e-mail, viu que recebeu um Spam com a propaganda da Playboy daquele mês, ele nem clicou na foto, pois sabe que pode ser vírus, mas ficou encantado com os seios maravilhosos daquela atriz. E assim foi, dia após dia, com pequenas olhadas e inocentes registros montando uma mulher “perfeita” em sua mente. O que ele não sabe, ou não quer saber, é que esta mulher vai ganhar vida e se chamará mulher Frankensein.

Quem nunca ouviu, pelo menos de forma rápida, a história do monstro Frankenstein, a história de um cientista chamado Victor que, insatisfeito com sua vida, constrói uma criatura com partes humanas e dá vida a ela. A criatura que foi denominada com o sobrenome do seu criador, Frankenstein, com o tempo percebe que era diferente de todos os homens e não tinha uma parceira à altura. O monstro exige que seu criador, Victor, crie uma companheira para ele, e quando Victor se recusa a fazer tal coisa o monstro o ameaça e o persegue até matá-lo.

É isso que acontece quando o amante ou a amante Frankenstein ganha vida, a pessoa que está do teu lado, às vezes durante anos, e que tem feito de tudo por você, não tem mais valor. Não é como a mulher perfeita de nossas mentes a mulher Frankenstein. E esse monstro que agora ganhou vida te perturba e se mistura com você, cobra para si um par perfeito.

É quando você tenta fugir e é tarde demais. O monstro vai atrás de você até matar seu casamento com uma outra mulher qualquer, que não chegava aos pés da sua, mas que você, na escuridão de sua mente, a incorporou a sua amante chamada Frankenstein.

Sei que este artigo acabou em uma tragédia, assim como a história de Frankenstein também. Por isso é que Jesus já avisa que o adultério está no coração e que tudo começa com um simples olhar.

14 de maio de 2009

Leitura Obrigatória ...


A leitura obrigatória que tenho que fazer é a obra de John Stott, A Cruz de Cristo.
Ontem, o que chamou a minha atenção (e me fez refletir) foi o capítulo "Por que Cristo morreu?". O autor faz uma lista das possíveis pessoas que "mataram" Jesus. Stott conduz o leitor para os motivos que cada um entregou Jesus a cruz: os soldados romanos, Pilatos, os povo judaico e seus sacerdotes, Judas Iscariotes...
O autor não fala, mas eu incluiria os discípulos também. Na minha opinião, que não ajuda a livrar, ajuda a condenar. Stott incluiu a nós nesse processo, como eternos devedores por tamanho amor.
Deixo para vocês um trecho...:



"Na busca do ganho material os seres humanos têm descido às profundezas da depravação. Os magistrados tê, pervertido a justiça por suborno, como os juízes de Israel de quem Amós escreveu: "Vendem o justo por dinheiro, e condenam o necessitado por causa de um par de sandálias" (2:6). Os políticos têm usado o seu poder para a concessão de contratos ao que faz uma proposta melhor, e os espiões têm descido ao ponto de vender ao inimigo os segredos de seu país. Os negociantes têm feito transações desonestas,pondo em perigo a prosperidade de outros a fim de ganhar mais. Até mesmo professores supostamente espirituais têm tranformado a religião em uma empresa comercial, e alguns ainda hoje o fazem, de modo que o candidato ao pastorado recebe a advertência: não seja amante do dinheiro. O linguajar de todas essas pessoas é o mesmo que o de Judas: dependendodo que me derem, eu o entregarei a vocês. Pois todo mundo tem o seu preço, asseverao cínico, desde o assassino contratado, diposto a pechinchar a vida de alguém, ao mais baixo oficialque atrasa a emissão de um documento ou passaporte enquanto não receber o seu suborno. Judas não foi excessão. Jesus dissera que é impossível servir a Deus e ao dinheiro. Judas escolheu o dinheiro. Muitos outros têm feito o mesmo". (página 50)



É muito fácil acusar as pessoas pelas atitudes erradas que elas tomam.

É fácil apontar o dedo e julgar. Lavar as mãos é fácil. Difícil é aceitar que somos tão falhos quanto aqueles a quem apontamos os erros.
Numa sociedade tão corrompida como essa que vivemos, é comum vermos tais atitudes como estas que Stott mencionou. Podemos ficar tristes, abatidos, chateados até; mas o que estamos fazendo para mudar?