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3 de junho de 2016

Coragem, querida!

Estava lendo meu devocional, e o seguinte versículo chamou minha atenção:

O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se. [Êxodo 14:14]

E, antes, eu havia visto a postagem com esta imagem de As Crônicas de Nárnia: O Peregrino da Alvorada no meu perfil no Facebook.

Para mim, essas duas situações se encaixam.

Eu sou ansiosa por nascimento. Quando olho minha mãe em tempos de aflição, percebo que sou muito parecida com meu pai. Minha mãe é calma e sensata: meu pai e eu somos dois impulsivos e ansiosos. Quando a situação está ficando "perigosa", nós tendemos a ficar aflitos e não conseguimos parar e refletir com calma. Minha mãe, pelo contrário...

"Coragem, querida"! "Acalmem-se"! Duas frases que precisam ser refletidas e aplicadas, sempre.

Quando a situação está fora do nosso controle, é preciso saber que Deus passou uma multidão em meio ao mar seco; que a nuvem estava iluminando o caminho de uns e escurecendo o caminho de outros (egípcios).

Coragem! Na hora certa o mar abrirá! Acalme-se! Avance!

26 de julho de 2013

Mas, eu.. Mas...

"Digory fechou a boca e apertou os lábios. Seu mal-estar aumentava. Tinha esperança de que, acontecesse o que acontecesse, não choramingaria, nem faria nada ridículo.
- Filho de Adão, está disposto a desfazer o mal que fez ao meu manso país de Nárnia no dia de seu próprio nascimento?
- Só não sei o que posso fazer. Como o senhor sabe, a rainha fugiu e...
- Perguntei se está disposto? - disse o Leão.
- Estou.
Passara-lhe um segundo pela cabeça a tentação boba de responder: "Estou disposto, se o senhor prometer-me ajudar minha mãe". Mas percebeu  a tempo que o Leão não era criatura com a qual se podia fazer barganhas. Porém, quando disse "Estou", pensou na mãe, nas grandes esperanças que tivera, e em como agora elas estavam para morrer. Sentiu um nó na garganta e lágrimas nos olhos. Deixou escapar, no entanto:
- Mas, por favor, por favor...o senhor não podia me dar qualquer coisa que salvasse minha mãe?
Até aquele instante, só olhara para as patas do Leão; agora, com o desespero, olhou-o nos olhos. O que viu o surpreendeu mais do que qualquer outra coisa. Pois a face castanha estava inclinada perto do seu próprio rosto e (maravilha das maravilhas) grandes lágrimas brilhavam nos olhos do Leão. Eram lágrimas tão grandes e tão brilhantes, comparadas ás de Digory, que por um instante sentiu que o Leão sofria por sua mãe mais do que ele próprio.
- Meu filho, meu filho, eu sei. A dor é grande. Só você e eu nesta terra sabemos disso.(...)"
LEWIS, C.S. AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: O Sobrinho do Mago. cap. 12. Ed. Martins Fontes, SP: 2010.

Eu leio e choro! Impossível, para mim, evitar o choro! Realmente, a leitura de "As Crônicas de Nárnia" toca muito a minha alma. São palavras simples, um modo delicado de falar sobre o que é realmente importante na vida cristã - na fé.

Quando li esse texto, logo lembrei de Marta e Maria chorando a morte do seu irmão, Lázaro. Desespero, talvez seja a palavra para aquilo que estavam sentindo. Esperavam que Jesus estivesse lá para evitar a morte do irmão. Esperaram por isso. Chamaram. E, a resposta para sua dor veio quatro dias depois. Lázaro já estava morto a quatro dias quando Ele foi ao encontro das irmãs. Ele não estava indiferente ao sofrimento delas (João 11:35). Ele sentiu o sofrimento de Marta e Maria e chorou com elas.

Quando Digory estava com Aslan, ele também tinha uma preocupação em mente: sua mãe doente. Ele tinha que reparar o mal que havia causado em Nárnia mas... sua mãe precisava de ajuda também. E, quando o Leão o questiona sobre sua disposição em reparar seu erro, Digory titubeia pois não sabe como um menino pode resolver a situação que ele mesmo causou. Aslan não estava preocupado em "como" mas em ouvir "sim" ou "não".  Digory aceitou mas... ainda havia sua mãe. Ele sacou que não poderia pechinchar com o Leão, então, restava aceitar. Mas...
O Leão sabia. Ele conhecia o problema de Digory. Muito mais que isso: ele sentia o sofrimento do menino.

Cristo é assim: ele não nos pergunta "como" faremos, mas se estamos dispostos a fazer:  ir e pregar o evangelho a toda criatura. E, nesse ínterim, ele não menospreza nossos problemas ou sofrimentos. Ele sabe o que nos aflige e não negligencia nossa dor. Ele não nos pede para esquecer, mas quer saber de uma coisa: "Crês tu?".

23 de maio de 2012

..Foi uma delícia..

Alguns livros que leio me trazem vontades inusitadas.
Certo dia, enquanto lia Dom Quixote de La Mancha v.2, vi Sancho fazer um humilde piquenique regado a pão, queijo e vinho. Levantei da rede e fui até a cozinha preparar um pão quente, tamanha foi a vontade inspirada por escudeiro fiel do Cavaleiro da Triste Figura.

Antes de Sancho, no verão de 2009, eu estava deitada no chão lendo As Crônicas de Nárnia: O Cavalo e Seu Menino, quando a cena da refeição do cavalo me deu fome: aveia! Levantei, fui até o mercado próximo a minha casa e comprei uma lata de Neston. E até hoje, quando como esse prato digo: Huumm me deu vontade de cavalo!

E é sobre Nárnia que quero falar - mas deixando de lado minha vontade de cavalo. O engraçado é que enquanto eu lia Nárnia, minha mãe comentou com minhas irmãs: Eu não dou mais bola; se ela estiver chorando ou rindo: é por causa do livro!
E minha leitura de Nárnia foi regada a lágrimas e risos (e Neston).
Eu iniciei a leitura quando terminei o terceiro ano de Teologia; e durante a leitura pensei: porque não ensinar teologia de uma forma tão gostosa como CS Lewis estava ensinando!!? Sim, o autor escreveu um tratado teológico maravilhoso de uma forma muito doce e gostosa: feito para criança entender!
Lembro que um professor me deu uma advertência antes de eu iniciara leitura: é infantil. Ele fez isso pelo fato de saber que eu curto (e muito) os livros do amigo do CS Lewis, Tolkien e sua obra O Senhor dos Anéis!
E é o pueril que encanta em Nárnia; a simplicidade em algo tão complexo.

Em muitos trechos, Nárnia me fez refletir sobre minha vida de fé: eis o motivo das lágrimas e dos risos.
Quero registrar um dos trechos, que infelizmente o cinema em sua arte não pode ser fiel, que me deixou emocionada.

A cena é vivida em A Viagem do Peregrino da Alvorada, quando o chatinho do Eustáquio se transformou em dragão. Então, ele encontra Aslan e narra esse encontro à Edmundo. Leiam:

"Levou-me por um caminho muito comprido, para o interior das montanhas. E o halo sempre lá envolvendo-o. Finalmente chegamos ao alto de uma montanha que eu nunca vira antes, no cimo da qual havia um jardim. No meio do jardim havia uma nascente de água. Vi que era uma nascente porque a água brotava do fundo, mas era muito maior do que a maioria das nascentes - parecia um grande piscina redonda, para a qual se descia em degraus de mármore. Nunca tinha visto água tão clara e achei que se banhasse ali talvez passasse a dor na pata. Mas o leão me disse para tirar a roupa primeiro. Para dizer a verdade, não sei se falou em voz alta ou não. Ia responder que não tinha roupa, quando me lembrei que os dragões são, de certo modo, parecidos com as serpentes, e estas largam a pele. "Sem dúvida alguma é que ele quer", pensei.
Assim, comecei a esfregar-me, e as escamas começaram a cair de todos os lados. Raspei ainda mais fundo e, em vez de caírem as escamas, começou a cair a pele toda, inteirinha, como depois de uma doença ou como a casca de uma banana. Num minuto, ou dois, fiquei sem pele. Comecei a descer à fonte para o banho. Quando ia enfiando os pés na água, vi que estavam rugosos e cheios de escamas como antes. "Está bem", pensei, "estou vendo que tenho outra camada debaixo da primeira e também tenho que tirá-la". Esfreguei-me de novo no chão e mais uma vez a pele se deslocou e saiu; deixei-a então a lado da outra e desci de novo para o banho. E aí aconteceu exatamente a mesma coisa. Pensava: "Deus do céu! Quantas peles terei de despir?" Como estava louco para molhar a pata, esfreguei-me pela terceira vez e tirei uma terceira pele. Mas ao olhar-me na água vi que estava na mesma. Então o leão disse (mas não sei se falou): "Eu tiro a sua pele". Tinha muito medo daquelas garras, mas, ao mesmo tempo, estava louco para ver-me livre daquilo. A primeira unhada que me deu foi tão funda que julguei ter me atingido o coração. E quando começou a tirar-me a pele senti a pior dor da minha vida. A única coisa que me fazia aguentar era o prazer de sentir que me tirava a pele. É como quem tira um espinho de um lugar dolorido. Dói pra valer, mas é bom ver o espinho sair.
- Estou entendendo - disse Edmundo.
- Tirou-em aquela coisa horrível, como eu achava que tinha feito das outras vezes, e lá estava ela sobre a relva, muito mais dura e escura do que as outras. E ali estava eu também, macio e delicado como um frango depenado e muito menor do que antes. Nessa altura agarrou-me - não gostei muitos, pois estava todo sensível sem a pele - e atirou-me dentro da água. A princípio ardeu muito, mas em seguida foi uma delícia. Quando comecei a nadar, reparei que a dor do braço havia desaparecido completamente. Compreendi a razão. Tinha voltado a ser gente. Você vai achar um cretino se disser o que senti quando vi os meus braços. Não mais musculosos do que os de Caspian, eu sei que não são muito musculosos, nem se podem comparar com os de Caspian, mas morri de alegria ao vê-lo. Depois de certo tempo, o leão me tirou da água e vestiu-me". LEWIS, CS. As Crônicas de Nárnia de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada. Ed. Martins Fontes, SP, 2009, p. 451,452.

Olha o que entendi:

Existe no ser humano uma vontade enorme em se dar bem. E, faz parte de uma parcela da humanidade, querer buscar tudo, exatamente tudo, pelas próprias mãos. Isso inclui a salvação da alma.
Doações de alimento, roupa, trabalho voluntário de qualquer tipo para "comprar" seu pedacinho no céu.
Ou, fazer obras sem fim dentro e fora da igreja (sem amor) para convalidar a salvação.
E então eu cito as palavras de Salomão: E tudo é vaidade e correr atrás do vento!

A história de Eustáquio é semelhante a conversão cristã. Lewis pensou nisso também.
Não somos nós que buscamos a Deus, Ele vem ao nosso encontro (Lucas 19:10).
A salvação é uma via de duas mãos: Deus não irá fazer tudo sozinho por nós, é necessário querer! Eustáquio quis. Primeiro, ele tentou sozinho e foi inútil. Depois, Aslam chegou perto dele e ele sentiu que Aslam poderia fazer isso por ele, se Eustáquio quisesse.
Tentamos, de mil maneiras - consciente e inconsciente - usarmos nossos próprios meios para obter a vida eterna.
A história de Eustáquio também lembrou o retorno do filho pródigo (Lucas 15: 11 - 32): Ele se arrependeu e o pai não o recusou. O filho confessou seu pecado e foi aceito pelo pai com alegria, festa, aliança e roupa nova!

Mas eu digo: vida eterna todos teremos - uns a terão o sofrimento eterno, outros amor genuíno eternamente.
É muito comum ouvirmos alguém dizer quando alguém morre: Esse foi bom, vai para céu! (menos o Saramago - rs). Sempre achamos que todos devem ir para o céu: Kurt Cobain, Elvis Presley, Dercy Gonçalves, Chico Anysio, o bêbado da esquina, a prostituta do bairro, o pai ausente, o cara que vai todo domingo para a igreja, a senhora da OASE, o líder de jovens. Eu realmente não ponho minha mão no fogo por ninguém porque não conheço a vida espiritual delas - eu conheço a minha.
Um professor de teologia um dia contou que teremos três surpresas ao chegar no céu: A primeira será "Nossa! Ele veio!"; a segunda será "Nossa! Aquele não veio!" e a terceira será "Nossa! Eu vim!".

Não existe outro meio de chegar à salvação senão através de Cristo. Ele é o caminho, não existe atalho para a reconciliação com Deus. O homem fora do amor do Criador está morto. Jesus disse em João 14:6 "Eu sou o caminho, a verdade e a vida". Podemos tentar fazer de um jeito diferente, mas na verdade somente Cristo pode nos dar aquilo que nos falta, o essencial para nos religarmos ao Pai.

Quando Eustáquio permitiu que Aslam o tocasse, houve uma dor - que segundo ele foi boa pois aliviou outra dor maior que ele não conseguiu se livrar - o Leão o levou para o banho que ele tanto ansiava.
É precioso crer e ser batizado. Eu vi essa cena dessa forma. Crer é permitir que Deus nos toque com a garra do Leão e tire de nós a morte que nos separa de Deus; e o batismo é atestado de fé da conversão.

Eustáquio chegou na última festa realizada por Aslan. Ele entrou no estábulo que levava à Nova Nárnia! E você, quer entrar nesse estábulo e viver uma vida de alegria eterna?

17 de janeiro de 2010

Triste...!

ESTE POST É UM SPOILER DE "AS CRÔNICAS DE NÁRNIA", ESTEJA AVISADO!



Ontem, de madrugada, eu terminei de ler o livro As Crônicas de Nárnia. Achei linda a nova Nárnia. Fiquei emocionada com os reencontros, com a beleza e magia daquele momento; mas ao fechar o livro, eu pensei em alguém que não quis estar lá. Fiquei tão triste, e ainda estou.

Eu penso em como ela pôde deixar de acreditar em Nárnia, se ela foi rainha de Nárnia! Como ela pôde deixar de acreditar em Nárnia se ela experimentou Nárnia, lutou por Nárnia, chorou, sorriu... Ela fez parte de Nárnia!
Quando seus irmãos reencontraram seus pais, ela não estava lá. Ela optou por não ver a beleza do novo Reino. Ela optou por não olhar mais para Aslam face a face!
Eu fiquei muito triste por não vê-la sentada na mesa com os outros sete. Contei, recontei, refiz toda a história na minha cabeça até aquele capítulo e eu contava com oito sentados naquela reunião. E eu torci até o último instante que fosse um erro de tradução ou uma jogada do autor. Mas não foi. Ela não estava sentada entre eles.


E eu pensei em quantas Susanas eu conheço. 
Quantas pessoas já experimentaram o amor de Crito, quantas já viveram o poder da salvação e viraram as costas.

Quantos pais não verão seus filhos na nova Jerusalém. Quantos filhos deixarão de ver seus pais, irmãos, tios, tias, amigos...
Penso no meu irmão que tomou a atitude de Susana e não quer olhar para Cristo. Oro por ele, choro quando imagino momentos assim, mas eu não posso escolher por ele.


Eu espero que muitas Susanas possam voltar á Nárnia. Eu desejo que muito filhos perdidos retornem ao seio do pai e desfrutem da abundância do lar ao qual pertencem.

:')

30 de dezembro de 2009

Minhas Férias


Durante estas férias eu estou lendo alguns livros que não tive tempo de ler durante o ano letivo: nenhum teológico. Terminei de ler, pela segunda vez, a Saga Crepúsculo (e gostei mais desta segunda vez do que da primeira); e agora estou lendo As Crônicas de Nárnia. E mesmo com uma narrativa infantil dos fatos, Nárnia me faz chorar (além de dar risadas e abrir um leque muuito grande para a fantasia).

Hoje a tarde, a poucos minutos atrás, terminei mais um capítulo de O Cavalo e seu Menino. Eu amei o encontro de Aslam com Shasta.

Um pouco de contextualização:
"Devo ser o cara mais desgraçado de todo o mundo" - pensou. "Tudo dá certo com os outros, comigo nunca. Os nobres e as damas de Nárnia conseguiram fugir de Tashbaan; eu fiquei lá. Aravis, Bri e Huin estão no bem-bom com o velho eremita; fui o único a ter de sair. O rei Luna e sua gente estão a salvo no castelo, com os portões bem fechados, mas eu fiquei de fora".

(...) Um susto interrompeu seus tristes pensamentos.
....................................................
- Quem é você? - murmurou baixinho.
- Alguém que esperava ouvir por sua voz. - respondeu a coisa.
(...)
- Você não é...não é uma coisa morta...é? (...)
Sentiu novamente o hálito quente da coisa no rosto e na mão.
- Morto não respira assim. Pode me contar as suas tristezas, rapaz.
O hálito deu a Shasta um puco mais de confiança. Contou então que jamais conhecera seu pai e mãe, que fora criado por um pescador muito severo. Contou como fugira, sobre os leões que os perseguiram, os perigos em Tashbaan, a noite entre os túmulos, as feras que uivaram no deserto, o calor e a sede durante a caminhada, e o outro leão que surgiu quando estavam quase chegando, Aravis ferida...Contou, por fim, que estava com fome, pois não comia nada havia muito tempo.
- Não acho que seja um desgraçado - disse a grande voz.
- Mas não foi falta de sorte ter encontrado tantos leões?
(...)
- Só há um leão, mas tem o pé ligeiro.
- Como sabe disso?
- Eu sou o leão.
Shasta escancarou a boca e não disse nada. A voz continuou:
- Fui eu o leão que o forçou a encontrar-se com Aravis. Fui eu o gato que o consolou na casa dos mortos. Fui eu o leão que espantou os chacais para que você dormisse. Fui eu o leão que assustou os cavalos a fim de que chegassem a tempo de avisar o rei Luna. E fui eu o leão que empurrou para a praia a canoa em que você dormia, uma criança quase morta, para que um homem, acordado a meia-noite, o acolhesse".
fim da contextualização

O capítulo termina em seguida, mas esse diálogo com o Leão é fabuloso. Lembro-me sempre Natã e Davi quando vejo um "Shasta", quando Natã diz: "Este homem é você, Davi". Somos nós em Shasta pensando que em momentos de AZAR em nossa vida Deus não está. Pensamos "Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem daqueles que amam a DEUS" (Rm 8.28.) ... E achamos que realmente TUDO DE BOM deve andar ao nosso lado. Alguns pensam que não haverá dificuldade financeira, doença, morte, desemprego, desilusões, traições, solidão... porque acham que isso pode caber aos filhos de Deus.

Pensemos em Shasta. Quantos motivos para achar que tudo estava dando errado na vida dele, quando o Leão lhe diz que tudo estava nas mãos do dEle: o encontro com Aravis, o gato, a perseguição dos leões (que eram só um).

Deus não está alheio ao que nos acontece, nós que estamos alheios dos cuidados de Deus.

FELIZ ANO NOVO PARA TODOS.

19 de outubro de 2008

Vem cá?! Te conheço?

Ontem eu assisti pela primeira vez "As Crônicas de Nárnia". Adorei!
O filme é repleto de mensagens bíblicas implícitas, algumas, na verdade, são bem explícitas.
Muitas foram as cenas que me chamaram a atenção, mas quero deixar aqui apenas uma (por enquanto).
Logo após os três irmãos, Pedro, Susana e Lúcia chegarem no acampamento do Exército de Aslam, Pedro está em pé em uma rocha quando Aslam vem conversar com ele:

(...) - Duvida da Profecia? - pergunta Aslam.
- Não. Esse é o problema. Aslam, eu
não sou o que vocês todos pensam que eu sou.
- Pedro Pevensie, de Finchley. O
castor também disse que queria transformá-lo em chapéu.
(...)
Quando Jesus chama os apóstolos para o seguirem, Ele diz a Pedro:
- (...)Tu és Simão, filho de Jonas,
tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). [ João 1:42]
Eu não posso dizer que o autor do livro, C.S. Lewis, quis fazer esta comparação, mas foi o que eu entendi dessa cena.
O personagem tinha uma grande batalha a enfrentar, contra pessoas e seres que ele não conhecia. E as pessoas pelas quais ele lutava esperavam dele grandes conquistas. O peso da responsabilidade caiu sobre os ombros do jovem guerreirro, então ele desabafa com o Leão: eu não sou o que vocês pensam que eu sou.
Francamente, não sabemos que nós somos por completo. O Leão, personagem que representava o Leão da tribo de Judá (Jesus Cristo), conhecia a profecia, acreditava nela, e sabia que Pedro era um dos quatro irmãos que livraria Nárnia do inverno em que ela estava.
Quando olhamos para o Evangelho, para a pessoa de Cristo, e que nos chama a viver uma vida santificada, que nos diz que batalhas virão e precisarão ser vencidas para um bem maior (a salvação da humanidade), nós pensamos: Senhor, você sabe quem eu sou?
E o Senhor responde: Eu a conheço, Adelita. Sei quem sãos seus pais porque eu os escolhi. Sei quantas vezes você caiu, quantas vezes permaneceu firme para levantar. Sei mais sobre você do que você mesma e, Adelita, eu escolhi você para levar o Evangelho. Eu a chamo para ser minha discípula.
O chamado para a batalha não é mérito que temos, mas é o Amor de Deus que é maior do que qualquer configuração de amor que possamos achar que conhecemos.
Deus sabe quem você é. E ele quer que você saiba que Ele estará com você "até a consumação dos séculos". (Mateus 28:20).