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6 de setembro de 2011

desabafo


Desde que eu me lembro, eu gosto de escrever.

Desde criança eu já escrivia nas paredes da minha casa (terror para minha mãe). Depois, aprendi a escrever em diários - e ainda escrevo, mas com uma frequencia menor.
Aprendi a usar fotologs, blogs, site de relacionamento - de tudo um pouco que a net dispõe.

Olhando para este blog, fico pensando em que imagem constroem sobre mim. Uma amiga me disse que eu escrevo sempre parecendo revoltada (hahaha).
Eu já escrevi sobre tanta coisa. Olho para trás e me arrependo de algumas e outras tenho orgulho.

Escrever é mostrar a si mesmo. Ficar nua na frente de todos os leitores - se você for um escritor sincero.

Fica-se a merce dos outros - eles podem elogiar ou detonar sua idéia, mas ainda sinto vontade de escrever.

Não sei se um dia vou parar, mas enquanto puder, seja da forma de for, minha marca será registrada em letras, meus sentimentos estarão fisicamente retratados para quem os quiser ler. Não vou agradar a todos, mas quem consegue?

26 de agosto de 2011

Vanitas Vanitatum et Omnia Vanitas


Um dos traços mais marcantes do meu caráter (ao meu ver) é a minha ansiedade! Sorte de quem não a tem!

Por causa dela eu engordo ou emagreço, eu tenho espinhas, eu mudo meu humor como dá água para o vinho. Essa semana eu passei em frente a uma loja perto de onde trabalho e vi na vitrine um vestido lindo! Foi paixão a primeira vista! Fiz mil planos para aquele vestido, desde a festa de Fim de Ano até o do meu aniversário. Imaginei que acessórios usaria: anéis, colares, pulseiras, brincos; que calçado seria mais apropriado e tudo mais.
Eu não preciso daquele vestido, mas EU QUERO ele para mim. Tenho outros vestidos no meu guarda roupas mas parece que todos eles, antes belíssimos, não se comparam àquele vestido da vitrine!
Estou respirando fundo para não comprá-lo. E ajuda o fato de terem trocado o layout da vitrine.

Ontem, quando fiz meu devocional, eu li Eclesiastes 2: 1 - 11. O versículo 11 diz:


E olhei eu para todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também para o trabalho que eu, trabalhando, tinha feito, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito, e que proveito nenhum havia debaixo do sol.


Eu não tenha nada contra adquirirmos bens (fúteis ou não), mas muitas vezes estamos tão preocupados com essas coisas que esquecemos de relaxar. Este não é um post novo, mas algumas coisas precisam sempre ser relembradas!

13 de setembro de 2008

HAPPY EVER AFTER

“Felizes para sempre".

Essa semana termina mais uma novela. Minha mãe muda a rotina dela para presenciar esse acontecimento. Durante todo o período em que a novela se desenvolveu ela viu os bons passarem por situações "injustas". Ela viu o casal protagonista se separar e sofrerem pela ausência um do outro. Agora, minha mãe está mudando seus hábitos domésticos para ver eles finalmente felizes e juntos...
Por mais que tenhamos vistos vários finais “novelísticos”, por mais que saibamos que um casal terá um filho, que a mocinha será noiva do seu amado príncipe, que os vilões terão uma punição, em todo o momento nos deliciamos em ver esses momentos, quando a maldição que for quebrada, é a hora que o bem prevalece sobre o mal. É nesta hora que a esperança de uma "justiça" seja feita. É assim que queríamos que todos os dias fossem: felizes para sempre.
Seja nas novelas, filmes, peças teatrais, livros... sempre esperamos pelo final feliz. Esperamos por que temos a certeza que ele virá.

Como acontece na ficção, nós também esperamos a hora do "feliz para sempre". A cada dia buscamos um meio, uma forma, uma maneira de viver o "para sempre".


Deus nos diz através da sua Palavra que nós teremos um "happy ever after". E o "para sempre" de Deus é "para sempre" mesmo. Esperamos por esse momento mediante a fé que temos nEle. "A fé é a certeza de que vamos receber as coisas que esperamos e a prova de que existem coisas que não podemos ver." (Hebreus 11:1).
Jesus nos diz que está preparando este novo lar (João 14:2).


Enquanto esse dia não chega, desfrutamos de momentos de felicidade. Um autor alemão chamado Johann Wolfgang Von Goethe diz: na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira. Vivemos pedaços da felicidade, não ela completa. Da mesma forma que a felicidade, temos momentos de tristeza que parecem não ter fim.
Algumas pessoas pensam que os cristãos não podem ter momentos de tristeza. Devemos ser detentores de fartura, riquezas, bom emprego, os vencedores e mais “bem-aventurados” de todos os seres humanos. Essas pessoas são as primeiras a nos lembrar: Jesus é a minha alegria. Eu creio nisso, mas nem por isso estarei longe de ter momentos de tristezas. Pelo fato de vivermos num mundo corrompido estamos sujeitos a tempestades. A Bíblia diz, em Eclesiastes 9:2: “Tudo sucede igualmente a todos (...)”. Talvez esse não seja um versículo encorajador. Você deve pensar: para que ser cristão então? Se posso ser um infeliz ou um afortunado sem temer a Deus?
A recompensa não é adquirida aqui. Está naquilo que não se vê (Hb. 11:1). Aqui é temporário. Tudo por aqui tem o seu tempo marcado, porém, as coisas que serão adquiridas na eternidade serão eternas (bem clássico). Servir a Deus é um bem incalculável. Se aqui, onde nada tem tempo longo é bom, nos trás momentos “plenitude da felicidade”, eu espero o momento que esta plenitude será realmente plena.
Vivemos nossa novela real aqui. Vivemos em meio de situações boas e ruins, mas estamos certos que no final tudo será bom, porque essa é a promessa do Criador: “todo aquele que crê, não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).




21 de agosto de 2008

Pagar o Mal com o Bem.

Há alguns dias atrás, minhas amigas e eu resolvemos fazer uma pequena reunião.
Ao invés de ficarmos falando o tempo todo, resolvemos assistir alguns filmes, que foram escolhidos por elas.


Alguns comentários surgiam quando uma cena ou outra chamavam mais a atenção. E entre esses comentários houve a seguinte colocação:


- Se ele faz isso, faça você também!


A frase surgiu em meio a uma conversa sobre o fato de um homem ser "galinha" e buscar mulheres somente por puro prazer momentâneo.


E então me pergunto: o que isso traz ? Se eu repudio o que este homem faz, o que eu agrego a mim agindo como ele? O que fará de mim ser diferencial dele? Nada.


Deve-se mostrar a diferença não com as mesmas atitudes, mas com atitudes que concordem com a negativa dada. Se sou vista com estúpida, não é mostrando estupidez que mudarei a forma errada como me vêem.


Como mulher cristã eu tenho uma postura a tomar. Não é algo imposto, é algo que escolhi aceitar para mim. Se digo amar ao Senhor (e, realmente, O amo), como posso concordar em agir de forma contrária ao amor que sinto?

O apóstolo Paulo fala aos Romanos para "procurar as coisas honestas, perante todos os homens" e continua dizendo que se alguém me chama por inimigo, devo tratá-lo como se fosse a um amigo e conclui, dizendo: "não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem". (Romanos 12: 17-21 / da beneficência).

Quando toma-se uma atitude concordante com aquela que nos feita por mal, estamos fazendo o contrário daquilo que gostaríamos de receber. Apesar do "sangue esquentar" e o pensamento de vingança ser o primeiro a tomar forma, vamos ser sábios (e sábias mulheres), vamos "procurar as coisas honestas".


No final daquela pequena conversa, a atitude esperada, pelo menos por mim, de mulheres tementes a Deus, prevaleceu. E isso ainda me encheu de esperança em saber que não estou sozinha.