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5 de fevereiro de 2021

Cancelando Daniel ...

 Daniel foi um profeta menor no Antigo Testamento - e, também, o livro que leva seu nome pode ser considerado o "apocalipse" na versão do velho testamento. 

E lá estava Daniel, servindo no governo do rei Dario, cumprindo sua função como cidadão, servo de Deus e governante. E em volta de Daniel haviam pessoas que estavam descontes com seus atos de retidão perante Dario - que o levaria à um cargo superior no governo deste rei. Nada do que encontraram nas atividades públicas do profeta o fariam ficar em desagrado com Dario. 


Eu tenho uma máxima que levo para a vida: se aqueles que lhe conhecem ouvem algo que não condiz com sua conduta, eles não precisarão da sua explicação contra a acusação que lhe é feita. Se aqueles que não lhe conhecem (ou simplesmente não simpatizam consigo) ouvem algo que não é verdade sobre si, nada do que você disser poderá mudar a opinião deles. Portanto, as situações vindouras dirão o que é verdade, não se preocupe.

O problema é que a maioria de nós dá muito valor ao que os outros dizem: seja para o bem ou para o mau. Esquecemos que essa vida é passageira e há outras coisas mais importantes que devem ser observadas. 

Daniel foi correto no seu modo de viver - dentro da possibilidade humana. Agiu certo no seu trabalho perante o rei Dario e, principalmente, agiu certo dentro da sua fé. De nada valeria para Daniel servir à Dario sem observar as leis da sua fé perante Deus. Isso lhe foi o bastante para que fosse salvo na cova dos leões. Mas eu lhe digo, leitor esquecido, que mesmo que os leões o houvessem devorado, a sua ida à cova dos leões sem renunciar a sua fé ainda seria de grande valor para aqueles que creem em Deus. 

"Posso todas as coisas naquele que me fortalece" Carta do apóstolo Paulo aos Filipenses, capítulo 4, versículo 13.

Estás disposto à descer à cova dos leões para ser devorado? 

27 de setembro de 2018

Gênesis 1 - 7 ..

Cheguei ao término da leitura do capítulo 7 de Gênesis. 

E, para uma pequena reflexão, eu achei que em sete capítulos houveram muitos começos.

Gênesis 1. 26 - 28: a formação do homem e da mulher; e, também o capítulo 2 trará uma outra ideia de formação do primeiro casal. 

O segundo começo aconteceu após a expulsão do Jardim (3.23-24) e também o capítulo 4:17 mostra Caim recomeçando a vida após o homicídio do irmão; e o capítulo cinco retrata toda a descendência de Adão até chegar a Noé.

E Noé construiu a Arca e tudo acabou.

Quantos começos. Tudo começa em um Jardim perfeito no Éden e termina na água do dilúvio. E, no meio desta história houve um começo para cada situação: o homicida teve seu começo longe das terras da família - e dele vieram artistas com dons específicos (4.20-22) porém, a marca que o protege da vingança alheia ainda simboliza o mal que cometera seu ancestral (4.23-24).

E, com a multiplicação do povo, uma nova raça chegou a coabitar com os homens: os filhos de Deus (capítulo 6). E só segundo versículo já me instigou buscar leituras e traduções que possam elucidar à mim o que seriam os "filhos de Deus". 

E durante essa miscelânea de gente, Deus decide que o homem deve morrer - menos um (e com ele sua família).

E, então, Noé aceita seu destino e constrói uma Arca para colocar alguns animais que serão salvos do grande dilúvio.

Somos seres estranhos, hein, leitor! Não gostamos da atitude de Caim mas mesmo de Adão não chegou a brotar mais do que um fruto que fosse de agradável sabor. 
Admita, somos corruptos, fracos, mesquinhos ..e ainda pensamos que somos bons.



24 de setembro de 2018

Inícios..

Olá, abandonado leitor!

Faz poucas semanas que eu decidi começar a ler a Bíblia do início.
Sem nenhum motivo especial, apenas para seguir a sequência da história bíblica - sem pular livros, capítulos como é sugerido nos devocionais. 

Eu gosto de ler devocionais, nada contra - mas depois de alguns anos utilizando este artifício para leitura bíblica, eu notei que muitas passagens são repetidas e tantas outras são esquecidas por não se encaixarem em uma meditação diária. Mas ainda é a Bíblia. Ainda é a história da construção da vida de fé.

Por esse motivo, sem pretensão de terminar em um ano, dois ou três..., eu me propus a ler a Bíblia do início: com a leitura de dez, quinze ou vinte versículos ao dia. Será uma longa caminhada - mas não serão passos perdidos.

E como todo início, ler Gênesis 1 não parece motivador para chegar em Apocalipse 22; mas é por aí que se começa, lendo versículos tão "batidos" como Gênesis 1:1 e beber cada palavra como se fosse a primeira leitura. É preciso deixar de lado atitudes de "já conheço essa história" e ter a responsabilidade de conhecer a formação de cada versículo como algo novo.



25 de agosto de 2016

Simples assim..

Leitura: Isaías capítulo 2.

Se você tirasse todos as tradições e tracionalices da sua comunidade cristã, o que sobraria?

Deus.

Quando nos livramos de tudo aquilo que fingimos que é Deus, encontraremos Deus.
E isso significa liberdade.

O profeta Isaías, no capítulo dois, escreve sobre quando Deus fará a Sua justiça: limpará a terra dos deuses, ídolos, simpatias, amuletos e falsos profetas (porque não?). E esse será um dia de terror para aqueles que não confiam em Deus. Mas não se preocupe, você confia em Deus mais do que confia naquele cara que escreveu o livro do ano, confia mais em Deus no que naquele tal pastor de multidões, confia mais em Deus do que ... do que o que? Em que ou em quem sua fé precisa estar firmada para confiar em Deus? 

Já conheci pessoas que me disseram (ou que comentaram que alguém disse) que deixaram de ir à igreja porque fulano ou sicrano ou tal pastor, tal padre, tal pai ou mãe fizeram isso ou aquilo. 
Não estou afirmando que ir à igreja nos livra de más condutas ou que isso seja necessário à fé em Deus.. mas muitas pessoas associam "ir à igreja" com "fé em Deus". Deixam Deus de lado porque tal e tal fato aconteceram com elas - ou com pessoas próximas. Em quem (ou no que) sua fé está firmada?

A  fé precisa estar firmada em Cristo, o alvo é seguir Seus passos ... o resto, crente, é resto! O resto é com Deus e não com você ou comigo. O que fizeram ou deixaram de fazer não é problema nosso - a nossa única tarefa é amar.

Já pensou que terror será quando Deus fizer essa limpeza? Quanto da nossa fé sobrará longe das nossas igrejices? Que terror será para todos quando sobrar apenas...Deus!


Parem de confiar no homem, cuja vida não passa de um sopro em suas narinas. Que valor ele tem?  Isaías 2:22




Simples assim..


11 de agosto de 2016

Ai! Que saudade do chicote!..

Números 11:1-23

O povo de Israel está recebendo maná e enchendo a paciência de Deus.

Reclamaram porque estavam escravos do Egito; agora libertos, reclamam da comida e, pensando melhor, eram felizes no Egito - porque comiam carne e verduras.

Eu concluí ao final desta leitura que o ser humano não sabe ser livre e, também, não sabe buscar pela felicidade. Talvez seja por essa fraqueza que a lista de Heróis da Fé não seja tão longa - desistimos antes.

A terra prometida, o alvo a ser alcançado, perdeu o seu encanto quando a carne e a vasta dispensa do Egito estava longe das mãos. O chicote fazia falta porque já não era tão dolorido apanhar quando se tem a mesa farta.

E, não apenas a refeição deixou de ser saborosa, o poder de Deus também foi questionado: poderia Ele dar toda a carne que desejavam?
Quando nossos recursos estão escassos duas coisas acontecem:

- ou achamos de Deus tem uma varinha mágica para realizar o que queremos, ou
- achamos que Deus não tem poder para fazer algo que nem nós conseguimos.

A segunda opção foi a que o povo de Israel escolheu. Mal sabiam eles que o que desejaram seria realizado e logo estariam tão fartos daquilo que ambicionaram!




7 de julho de 2016

Quantas vezes for necessário..

Duas mensagens bíblicas encaixaram-se para mim, hoje. 

Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.Salmos 139:24  De fato, embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido!Hebreus 5:12

Foram essas duas passagens bíblicas que li essa semana; e ambas tão sincronizadas, para mim.
O Salmo 139 é muito conhecido por ser aquela declaração à Deus de ele é onipresente, onipotente e onisciente.   Nadas Lhe escapa. Tudo o que faz é perfeito, até o pensamento humano antes de formado não Lhe escapa.  E, mesmo que seja tentado fugir da Sua presença, é falho o plano! 

No livro escrito aos Hebreus, há essa repreensão de que não o ser humano é orgulhoso e ousa achar que o conhecimento que adquiriu o exclui de buscar orientação - incluindo a orientação de Deus. Aos poucos, ele sai do caminho do Senhor e continua achando que estão fazendo o que Ele quer .. Tolo! Segue sua própria linha e acha-se deus! 

Há algumas propagandas que vejo na internet que anunciam a decisão de pessoas que resolveram largar tudo para começar do zero. Que desafio! Deixar para trás conquistas e recomeçar! 
Você ousaria? Será que eu sou ousada o suficiente para deixar minhas conquistas para trás?
Neste ponto eu quero voltar ao Salmo 139:24 .. "se em minha conduta há algo que te ofende..". É nesse ponto que começa a mudança; e ela pode ser uma estrada longa de volta ao ponto onde o desvio foi feito. Estamos prontos para ouvir a resposta de Deus sobre essa dúvida?



17 de junho de 2016

Qual é a fonte? ..

Adicionar legenda
Ontem  eu li a passagem do livro do profeta Jeremias, capítulo 23 como meditação diária. Fui lendo até achar que conseguiria compreender a leitura - até onde ela me levaria. 

Algumas leituras deveriam soar estranhas aos ouvidos que lhes prestam atenção. Pelo menos, é o que eu penso.
Quando eu era criança, eu achava que o futuro seria muito bom pois os erros presentes mostrariam o que precisava ser mudado. Mas eu estava enganada. Atualmente, quando penso no futuro eu o faço com tristeza. Por mais que eu e meu marido estejamos a desejar uma gravidez minha, o medo sobre o que tipo de mundo nossa descendência encontrará me preocupa. Antes a preocupação fosse apenas em uma sociedade justa. 
Lendo o texto de Jeremias, eu me questiono sobre que tipo de igreja meus descendentes encontrarão?
O capítulo 23 do profeta afirma que há muitos falsos profetas, que falam de coisas que não pertencem ao Senhor, profetas que não buscam o Seu conselho e que andam conforme a sua própria lei e pregam dizendo que pertencem à Javé. 
E, no início desta postagem eu falei sobre leituras que deveriam ser estranhas para nós, veja acima. 
Eu gostaria muito que essa leitura fosse estranha em nossos dias: falsos profetas. Há tantos e muitos mais multiplicados, atualmente. Falsos pastores, padres e tantos outros que dizem "servir ao Senhor" mas seguem seu próprio entendimento. Não procuram o conselho do Senhor, não oram por elucidação, conhecimento e renovação em si. Falsos profetas que estão dizendo o que o público quer ouvir e não o que o público deve ouvir. 
Enganadores que fazem o povo cristão tropeçar e se voltar para longe de Deus. 

Estamos vivendo tempos muito complicados e a esperança parece minguar a cada dia em busca de algo de verdadeiro. Escrevemos o que queremos, reproduzimos ideias sem pensar. O mudo está um caos e Jeremias já sabia disso há muito tempo.

Mas qual deles esteve no conselho do Senhor para ver ou ouvir a sua palavra? Quem deu atenção e obedeceu à minha palavra? [Jeremias 23:18]

E, mediante esta perspectiva fatídica, somos obrigados a desmentir tantas mentiras que são faladas "em nome de Deus". As pessoas estão longe da verdade e, desta perspectiva, a verdade lhes parecerá absurda e mentirosa. As palavras verdadeiras soaram loucura e fanatismo, tão certo quanto o remédio tem gosto ruim para o doente. 
Sejamos amorosos e pacientes. Há muito trabalho sujo para ser limpo - e Deus está na frente para nos ajudar nessa empresa. 


3 de junho de 2016

Coragem, querida!

Estava lendo meu devocional, e o seguinte versículo chamou minha atenção:

O Senhor lutará por vocês; tão-somente acalmem-se. [Êxodo 14:14]

E, antes, eu havia visto a postagem com esta imagem de As Crônicas de Nárnia: O Peregrino da Alvorada no meu perfil no Facebook.

Para mim, essas duas situações se encaixam.

Eu sou ansiosa por nascimento. Quando olho minha mãe em tempos de aflição, percebo que sou muito parecida com meu pai. Minha mãe é calma e sensata: meu pai e eu somos dois impulsivos e ansiosos. Quando a situação está ficando "perigosa", nós tendemos a ficar aflitos e não conseguimos parar e refletir com calma. Minha mãe, pelo contrário...

"Coragem, querida"! "Acalmem-se"! Duas frases que precisam ser refletidas e aplicadas, sempre.

Quando a situação está fora do nosso controle, é preciso saber que Deus passou uma multidão em meio ao mar seco; que a nuvem estava iluminando o caminho de uns e escurecendo o caminho de outros (egípcios).

Coragem! Na hora certa o mar abrirá! Acalme-se! Avance!

26 de outubro de 2014

Felizes ?

Eu estava lendo um devocional tempos atrás e me deparei com uma leitura muitíssimo interessante: Final Feliz.

Você já imaginou o seu final feliz?

Bom, se eu pudesse escolher o meu, seria mais ou menos como o final daquela velhinha do filme Titanic: morrer em uma cama quentinha, sem sofrimento, rodeada de fotos que mostram o quanto minha vida foi boa e que fiz tudo o que quis.
Nesta minha estante de fotos eu teria, certamente, a foto da "Shakespeare & Co.", uma livraria na França que, um dia, pretendo visitar.
Gostaria de morrer de velhice. Nada de doença degenerativa, acidente fatal. Somente a boa e velha vida se esvaindo de um corpo cansado.

Minha mãe e eu temos o gosto pela leitura. Inicialmente, quando ela ainda não tinha seus livros, ela lia os meus. Mas ela não gosta, até hoje, de livros com finais tristes. Ela e uma irmã (que também gosta de literatura) não suportam a ideia de um livro com final triste. "De triste já basta a vida", elas dizem.

Quem não gosta de finais felizes, não é mesmo! Pois eu discordo desdes finais. Gosto da coisa "mais  realista possível" - e isso significa que nem sempre "tudo termina bem".

E talvez, quando uma história da vida real não sai "conforme a música", você se pergunte: mas porquê? 
Anônimo leitor, eu não sei você, mas eu não tenho - e nem quero ter pretensão de saber - todas as  resposta para todas as minhas indagações. E, então, lembro de um livro que é muito querido para mim, chamado "As Crônicas de Nárnia" que me lembra da cena de Aslan dizendo: "Eu estou contando a sua história e não a dela". Eu não sei porque as coisas acontecem desta forma na minha vida, e não pretendo explicar o porque dos outros. 

E, por falar em livros, eu estava fazendo meu devocional com a leitura de "Encontrando Deus em O Senhor dos Anéis" de Kurt Bruner e Jim Ware.  Cada capítulo tem exposto um trecho do livro "O Senhor dos Anéis" e, na leitura daquela noite, o trecho do livro de Tolkien era sobre uma conversa entre Sam e Frodo sobre o destino deles. Esta é a citação:

"Ouvimos sobre aqueles simplesmente continuaram - nem todos para chegar a um final feliz, veja bem; pelo menos não para chegar àquilo que as pessoas dentro de uma história, e não fora dela, chamam de final feliz" [Sam para Frodo - Livro IV, Capítulo 8]

Então, os autores, apontam duas histórias bíblicas que mostram finais interessantes. Eu escolhi uma delas. Fiquei com a leitura de Daniel 3: 13 - 25. 

Acredito que a história não precisa ser contada novamente, ela é bem "famosa"! 

Como estou falando em "final feliz" eu farei uma pergunta: E se o Anjo não estivesse lá? Se fosse somente fogo nesta fornalha, seria um final feliz? 

Ware e Brunner dizem o seguinte:

"Algumas de nossas histórias favoritas são baseadas na vida daqueles que aceitaram o chamado inesperado à aventura. Sua coragem diante do perigo, incerteza ou aflição inspira o nosso coração. E, muitas vezes, nossa parte favorita de sua história é uma cena que eles nunca teriam procurado de pronto.
José não queria ser jogado em um buraco por seus irmãos ciumentos. Nem gostou de ser vendido como escravo ou falsamente acusado e preso por Potifar. Esses e outros episódios fazem de seu papel algo que ninguém gostaria de desempenhar. No entanto, cada situação também tornou-se uma oportunidade para José cumprir um papel heróico no drama da fé. Ele criou coragem para confiar em um Deus que acreditava ser bom, a despeito da evidência contrária da tragédia pessoal. Após anos de injustiça e sofrimento, ele viu como os episódios da vida mais odiados pro ele foram aqueles mais importantes para a história que estava sendo contada".

E sobre os jovens da história de Daniel? Ware e Brunner dizem que "eles não tinham razão para esperar que Deus agisse desta forma. Afinal de contas, Deus não impedira que fossem deportados ou os resgatara do serviço forçado na corte de um tirano arrogante. Na verdade, gerações haviam se passado desde o último relato de milagre. Eles não tinham mais razão do que nós para esperar uma intervenção milagrosa". O que me chamou a atenção nesta história foi uma fala em particular: 

"E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste" [Dn. 3:18]

Isso é tão contra a besteira que pregam hoje em dia: dizendo que Deus é OBRIGADO a fazer isso e aquilo. Que vida frustada devem ter achando que guiam à Deus ao seu bel-prazer. A frase de um destes jovens é muito bem posta: "E, se não" ... se Deus não quiser salvá-los, ainda assim não servirão outro Deus. Outra coisa que é muito comum em nossas mentes: se sofremos é porque erramos. Era isso que os malfadados amigos de Jó criam. Conforto não é sinônimo de fé forte e provação/tentação não é sinal de fé fraca. Por favor, tiremos de nossas cabeças essa síndrome de Jó. 

Durante nossa caminhada teremos momentos de aflição - é impossível querer o contrário. Mas para cada momento feliz ou triste, temos à nosso favor, o Espírito Santo que nos ensina por qual caminho devemos seguir. Este é o Consolador enviado por Cristo para mostrar o caminho. Não tente colecionar sua vida de fé com alegrias ou tristezas - olhe para frente, para o alvo. Não podemos seguir na fé sozinhos. Não podemos seguir achando que teremos somente flores. Mas estejamos olhando para a vida de Cristo. Talvez, o final feliz que você sonha não seja aquele que Deus tem preparado para você ou para mim. Talvez o seu caminho e o meu não seja tão tranquilo como o caminho daqueles que estão ao nosso lado, mas lembre-se de Aslan: essa não é a sua história, é a deles. Não queiramos seguir por estradas alheias, mas por aquelas que estão destinadas à nossa felicidade.

E para finalizar, deixo mais uma mensagem de Ware e Brunner:

"Vivemos a vida neste mesmo palco. Contudo, Deus existe dentro e fora do palco, observando todo o espectro da criação da história de fora, de além e de cima. E é sua perspectiva da história, não a nossa, que define 'um final feliz'"

"Muitas vezes os episódios que menos desejamos são os mais importantes para a história que está sendo contada".



Dabaq..

Tempos atrás, fui convidada à levar um estudo bíblico para um grupo que participo na igreja. E, ao pensar no tema, não titubeei: Rute.
Existem histórias que nos acompanham como uma borboleta inquieta que procura pouso em uma flor. Com a história de Rute foi assim.
Então, foi colocar as ideias no papel; e, foi assim que aconteceu:

A história de Rute está contextualizada no período dos Juízes. Nesta época da história do povo de Israel, os patriarcas já não representavam mais a liderança da nação e, então, juízes foram levantados pelo Espírito Santo para guiá-los. Entre tantos juízes, talvez, o mais conhecido seja Sansão: um juiz que gostava de piadas sem graça e mulheres perigosas (risos). Mas, além de homens, mulheres foram juízas; entre elas, Débora.

Uma das curiosidades que me fascinam em relação ao povo de Israel é a escolha dos nomes, tanto para pessoas como para lugares. Em Rute não foi diferente.
Elimeleque foi o marido de Noemi. O nome dele significa "Deus é Rei". Noemi significa "Minha Doçura". Malom, um dos filhos de Elimeleque e Noemi, significa "Enfermidade"; e, o outro filho, chamado Quiliom significa "Esgotamento". Orfa, a outra nora de Noemi, significa "Aquela que Volta as Costas".

O motivo de Noemi seguir o marido às terras de Moabe foi a fome, que mais uma vez castigava Israel. Porém, o lugar da nova moradia, Moabe, não era bem vista pelos judeus. A razão está lá em Gênesis 19: 36 - 38. Esta nação nasceu do incesto de Ló com suas filhas; então, os judeus consideravam os moabitas e amonitas uma raça amaldiçoada.

E é aí que Deus mostrar sua "ousadia". Estamos acostumados a colocar Deus dentro de uma caixinha de "assim Ele faz", "assim Ele não faz" - e, esquecemos que Deus não está moldado conforme nossa vontade.

Deixe-me lembrá-lo, anônimo leitor, de algumas "extravagâncias" de Deus. Raabe, uma prostituta que ajudou o povo de Israel na conquista e derrubada dos muros de Jericó, está na genealogia de Jesus Cristo. O nome ela está entre os Heróis da Fé em Hebreus 11:31.

E, então, temos Rute - uma moabita, de um povo amaldiçoado, é, ousadamente, colocada na genealogia do Messias.

Essas duas mulheres - fora outros exemplos - são para lembrarmos que Deus não usa padrões humanos para medir as pessoas. E não é assim que fazemos, medimos conforme nos agrada?

Há uma tirinha que eu seguia, nos meus tempos de Facebook, que se chama "Armandinho". Este personagem é um tipo de "Mafalda" ou "Calvin & Hoobes" - uma espécie de "filósofo" infantil. Pois, certa vez, encontrei uma tirinha que muito me interessou, veja abaixo:

Armandinho

Não é encantador que para nós, seres humanos cretinos, tudo deve ter um uso prático? Se não nos for útil, desprezamos sem nenhuma cerimônia.

Voltando à Rute, a parte mais marcante no primeiro capítulo do livro homônimo e o que determina toda a reviravolta na história desta moabita, está expresso nos versículos 16 e 17:

Rute, porém, respondeu: "Não insistas comigo que te deixe e não mais a acompanhe. Aonde fores irei, onde ficares ficarei! O teu povo será o meu povo e o teu Deus será o meu Deus!
Onde morreres morrerei, e ali serei sepultada. Que o Senhor me castigue com todo o rigor, se outra coisa que não a morte me separar de ti! "

É uma atitude muito altruísta da parte desta jovem - que provavelmente não passava dos vinte anos de idade. E, ao olharmos para Rute esquecemos de Orfa. Orfa é vista como "egoísta". Mas não condenem Orfa - ela fez o que exatamente muitos de nós faria: ela usou a razão, foi em busca daquilo que lhe era permitido - voltar para sua família e buscar por um novo casamento. A atitude de Orfa é totalmente conveniente para seu tempo. Rute, porém, é uma mulher extraordinária (no sentido denotativo da palavra: aquela que excedo ao normal). A preocupação de Rute não era si mesma, mas, segundo D.A. Carson

o bem estar de Noemi era sua (de Rute) preocupação primeira, ainda que isso implicasse emigrar de sua terra natal, deixando para trás os pais que ainda viviam (2:11), e viver entre estrangeiros.

Durante meu estudo, eu encontrei uma palavra em hebraico que justifica a atitude desta moabita. O verbo é um constructo chamado "dabaq" e aparece no versículo 14. O significado, segundo Luis Alonso Shökel é de "apegar-se, aderir, ligar-se, juntar-se, unir-se, aglutinar-se, conglomerar-se, amalgamar-se, soldar-se". E, esta mesma palavra é usada em Gênesis 2:24 quando retrata a união do primeiro casal. "Apegar-se" e esquecer de si em prol de outro. Por isso, Rute é extraordinária e, por isso, a citação de Gênesis está situada antes da queda da humanidade.

Na continuação da história, o destino de duas mulheres, pobres e viúvas será mudado.

Toda a história de Rute está moldada pela sua atitude com sua sogra. Boaz se interessa por ela porque ouviu falar bem dela através de seu empregado. E, o "destino" - Deus - a colocou no caminho daquele que, por lei, seria seu remidor (um homem da família de Elimeleque).

E se fosse você, o que faria? Se fizéssemos um QUIZ BÍBLICO quem você gostaria de ser?

Quando estou em meus devaneios literários com minhas amigas, principalmente quando se trata de Jane Austen, suspiramos por personagens como Mr. Darcy, Capitão Wenthworth ... E, um dia, comentei com elas: se quisermos um "Mr. Darcy" ou "Capitão Wenthworth" precisamos olhar quem são Elizabeth Bennet e Anne Eliot, respectivamente.
Se quisermos um Boaz (que na minha opinião foi um "homão" muito bonito rs), olhemos a atitude de Rute. Ela agiu sem esperar recompensa. Ela apegou-se à Noemi por amor à sogra, apenas.

E, se citei o significado de todos os personagens listados no primeiro capítulo, exceto o de Rute, foi proposital. O significado deste nome é "Amiga". E, agora, pergunto: como você escolhe seus amigos? Pelos benefícios que lhe trazem? Afinidade? Isso não é errado, mas esta escolha não deve permitir que excluamos os demais. Então, o que eu quero deixar é o seguinte: não se sinta mal em escolher boas amizades (amizades lucrativas), mas não esqueça que há tesouros nos lugares mais inesperados.

Nossas atitudes são nossa folha de rosto. Mas nossa preocupação não deve estar voltada em agradar à homens. Se olharmos para nós, o que temos à oferecer em troca da cruz? Como podemos dizer que somos dignos de olhar para Cristo?

Eu tive um professor de teologia no primeiro ano, que certa vez trouxe duas questões interessantes para dentro da sala de aula, a primeira foi:
- Você está feliz com Jesus?
A resposta foi calorosa pela maioria dos presentes.
A segunda questão foi:
- Jesus está feliz com você?
Houve um silêncio constrangedor.

Não queremos ser o fariseu em pé no templo orando, mas nos custa rebaixarmos ao nível do publicano.

Antes de cobrarmos valores "espirituais" ou "moral" de alguém, lembre-se que todos pecaram e carecem da glória de Deus.

Sejamos mais Rute (amiga) com seu lindo verbo "dabaq".

Para finalizar, quero deixar um trecho sobre a compreensão de Carson sobra a benevolência de Rute:

A palavra “benevolência” é muito mais rica do que o leitor talvez consiga imaginar. É a tradução da palavra (hesed) (...) De um modo supremo, essa é a característica do próprio Deus em seu relacionamento com aqueles que são seu povo. Às vezes o vocábulo é traduzido por “amor permanente”, e a palavra transmite a ideia de fidelidade do Senhor às suas promessas da aliança (Dt. 7:9). O propósito para os que tem experimentado a “hesed” do Senhor é que reflitam o mesmo cuidado amoroso nos relacionamentos com outros.

28 de fevereiro de 2014

Fala, Senhor, porque teu servo ouve.

Dias atrás, eu estava lendo o devocional diário,  e a passagem me chamou a atenção - não por aquilo que o autor escrevera, mas por aquilo que percebi.

Faz tempo, que ao deitar e ler a Bíblia eu penso "cá com meus botões": o que estamos fazendo com o Evangelho?

A leitura em questão foi I Samuel 3 - quando Deus fala com o pequeno profeta. Eli já está longe de ouvir a voz de Deus, os filhos dele estão a quilômetros de entender algo. Todos estão dentro da "igreja". Mas somente Samuel ouve.

Às vezes, durante as orações que ocorrem quando estes pensamentos sem ânimo ocorrem, eu tenho vontade de acrescentar em minha oração a máxima do Capitão Nascimento: "Deu merda, Capitão".

Sobre a leitura, o que estamos ouvindo na igreja? O eco das minhas vontades? (e assim distorcendo o Evangelho para fazer a MINHA palavra soar correta ao público?). As pessoas que estão a minha volta ouvem Deus ou são como Eli e seus filhos? As pessoas realmente se importam com aquilo que ouvem a respeito da Bíblia?

Como diria Ricardo Gondim: "Baixe as portas porque está tudo errado".

12 de setembro de 2013

A Casa Favorita..

No fim de agosto, eu fui convidada para levar um estudo bíblico para alguns jovens/adolescentes da igreja do bairro Jativoca (Jlle/SC)em um retiro promovido por eles.

Antes do estudo começar, como é costume, houve um momento de louvor. Entre as músicas, uma delas chamou minha atenção e vem martelando na minha cabeça desde semana passada: chama-se "Casa Favorita". Esta canção é do grupo gospel "Filhos do Homem"; segue letra;

Encontra em mim ó Deus, algo de valor
Quero atrair tua presença.
Tua misericórdia, oh Deus de Israel
Enche o templo com tua glória

Restaura a casa caída de Davi
Para que os povos saibam
Há um Deus em Israel, Yeshua!

Eu quero ser um lugar
Onde você gosta de estar.
Eu quero ser tua casa favorita
Quero ser o teu altar.

E, pensando nesta música, eu lembrei de uma outra casa, ou melhor, casas e de uma reforma.

As casas são bem conhecidas popularmente: As dos Três Porquinhos. Como eu adoro contos de fadas, permitam-se contar este:

Os personagens do conto são três porquinhos - Prático, Heitor e Cícero - e um lobo (lobo mau), cujo objetivo era devorar os porquinhos. Ao decidirem sair da casa de sua mãe (em algumas versões, da avó - lembrando que em algumas versões, eles recebem uma herança de sua mãe/avó para assim poderem construir as casas) eles foram construir cada um a sua própria casa.
Cícero, o mais preguiçoso, não se queria cansar e construiu uma cabana de palha. Heitor, decidiu construir uma cabana de madeira, enquanto Prático optou por construir uma casa melhor estruturada, com cimento e tijolos. Como a sua casa demorou mais tempo para ser construída, Prático muitas vezes via os irmãos se divertindo enquanto se esforçava para terminar o trabalho.
Um dia o lobo surgiu e bateu na porta da casa de Cícero, que se escondeu. Mas o lobo, com um sopro forte, desfez a casa. Enquanto Cícero fugia, o lobo foi bater na porta de Heitor e, com dois sopros fortes, destruiu também a cabana de madeira.
Heitor fugiu para a casa de Prático, onde já se encontrava Cícero. O lobo então foi à casa de Prático e tentou derrubá-la, sem sucesso. Após muitas tentativas, o lobo decidiu esperar a chegada da noite.
Quando anoiteceu, o lobo foi tentar entrar na casa descendo pela chaminé, mas começou a sentir cheiro de queimado. Era Prático que, com uma panela estava a queimar a cauda do lobo. O lobo então fugiu assustado e nunca mais voltou,e eles viveram felizes para sempre.
fonte: Wikipedia.org

Além das casas, esta música me lembrou de uma reforma. Esta reforma encontra-se na Bíblia Sagrada, no Antigo Testamento, em 2 Reis 23: 1 - 3

Então o rei convocou todas as autoridades de Judá e de Jerusalém. Depois o rei subiu ao templo do Senhor acompanhado por todos os homens de Judá, todo o povo de Jerusalém, os sacerdotes e os profetas; todo o povo, dos mais simples aos mais importantes. Para todos o rei leu em voz alta todas as palavras do Livro da Aliança, que havia sido encontrado no templo do Senhor.
O rei colocou-se junto à coluna real e, na presença do Senhor, fez uma aliança, comprometendo-se a seguir o Senhor e obedecer de todo o coração e de toda a alma aos seus mandamentos, seus preceitos e seus decretos, confirmando assim as palavras da aliança escritas naquele livro. Então todo o povo se comprometeu com a aliança.

O rei Josias foi o primeiro "rei bom" depois de uma longa lista de "reis maus". O que isso realmente quer dizer? Isto que dizer que depois de vários reis pagãos, finalmente, Jerusalém teve um rei devoto APENAS à Javé.

Ele fez o que o Senhor aprova e andou nos caminhos de Davi, seu predecessor, sem desviar-se nem para a direita nem para a esquerda. (2 Reis 22:2)

Amom, antecessor de Josias, governou dois anos e, por ser querido pelos seus súditos e povo, foi morto pelas mãos deles. Josias, então, assumiu o trono de Jerusalém aos oito anos de idade. Possivelmente, Hilquias, o sumo sacerdote, tutelou o infante até a idade de este assumir o trono.

Fato é que Josias estava afim de uma reforma no templo de Javé. Literalmente, uma reforma. Mandou Hilquias cuidar dos pormenores e, enquanto fazia isso, seu brado (talvez tenha bradado) de "ACHEI O LIVRO DA LEI NA CASA DO SENHOR" chegou até Josias. A partir desta "novidade", outra reforma começou. Tudo e todos que não estavam ligados à Javé, foram varridos para fora do templo. E sua reforma abrangeu todo o país e vizinhança. Durou a reforma dez anos - até a morte tola e prematura de Josias. E, então, Jerusalém foi submetida a mais um rei pagão.

Uma música e dois histórias e uma aplicação!

Assim como o templo em Jerusalém precisou de uma reforma (física e espiritual), nós, como separados por Deus para ser luz no mundo, sermos o sal da Terra, precisamos de uma reforma, também, e diária. Precisamos tirar tudo aquilo que não condiz com uma atitude cristã: vícios, superstições, pensamentos turvos, etc. O pó precisa ser retirado (não acumular mãos pensamentos), o pecado deve ser confessado (para aliviar a alma e o espírito).
Precisamos dar bons frutos e, em principal, cultivar o fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22) em nós. Esta "Casa de Davi" - desta casa que nasceu Cristo - precisa estar arejada com o vento do Espírito e coberta com um telhado resistente e, fundamental, estar alicerçada na Palavra de Deus; e, esta foi a glória do reino de Josias: encontrar o livro da Lei e firmar o sei reinado nele.

Do mesmo modo que os três porquinhos construíram suas casas conforme a vontade de cada um, eu pergunto: como está a nossa "Casa de Davi" - o templo do Espírito Santo.

Será uma casa de palha, que tem vícios que corroem a vida espiritual cristã: que não permitem o florescimento do Fruto do Espírito. Talvez, nesta casa, a leitura da Bíblia seja negligenciada - tendo somente a Bíblia como enfeite, aberta em um salmo. Esta vida espiritual é muito precária e frágil; fácil de ser derrubada por tempestades, ou, por um simples sopro de um lobo.

A casa de madeira já é algo um pouco mais firme que a anterior. Talvez, os moradores desta casa frequentem a igreja para que todos os vejam; talvez, compartilhem "coisas de Jesus" em páginas sociais. Porém, a leitura da Bíblia em casa não importa. Para os moradores desta casa é importante manter a boa conduta somente enquanto estão no meio eclesiástico e, longe dali, tudo volta ao "normal". Mas, também, esta casa é derrubada por um sopro de lobo.

A terceira casa é diferente. Tem um alicerce bem feito, é forte e feita com dedicação e com cuidado. De forma espiritual, esta casa tem prazer em servir ao Senhor, busca um relacionamento verdadeiro com Deus e com o próximo. As pessoas que moram nesta casa confessam sua fraqueza, buscam e oferecem perdão. Seus frutos são doces e saborosos pois a terra de seus corações é fértil. Nenhuma tempestade surpreende os moradores desta casa pois a casa está bem alicerçada. O pó é varrido, o lixo não fica escondido nos cômodos, é uma casa bem iluminada; tudo o que desagradável é jogado fora.

Então, lhe pergunto, anônimo leitor, qual destas casas é a sua? E, qual destas casa você quer ser?

Se queremos ser a "casa favorita", como diz a canção, qual destas moradias devemos ser?

That's all folks!


6 de setembro de 2013

Olá, Morte ..

Antes de começar alguma coisa, preciso dizer: o texto abaixo não é um cortejo ao suicídio. ;)

Quando foi pedido um tema para o meu trabalho de conclusão de curso, eu pensei na morte. Não a morte em seu geral, mas em uma lugar específico: o paraíso.
Por pensarmos no Jardim das Delícias como algo tão lindo, perfeito(?) e harmonioso, algumas pessoas podem achar que lá não é o lugar da morte. A morte é feia, a morte lembra sofrimento, dor, angústia - e isso não combina com o Jardim de Deus.

Eu não penso assim. Eu defendo a tese que a morte no Jardim criado no Éden foi possível. Uma das questões levantadas foi a presença da Árvore da Vida (que não foi mais acessível após a queda da humanidade). Deixando de desfrutar (talvez literalmente) desta singular Árvore, o homem TEVE que morrer (Gn 2:17). É a sentença pelo crime de não cumprir uma ordem dada por Deus: não ter mais acesso à Vida plena (Gn 3:24).
Quando o mandamento foi quebrado, os olhos da humanidade se abriram e a ela ficou confusa. Houve vergonha da nudez, houve mentira, culpa etc - tudo em um mesmo "dia".

E, então, os olhos se abriram. Porém, aquilo que era para ser algo bom tornou-se o caos. Não era possível explicar as coisas ao redor - muita informação para pouco "QI".

E a Árvore da Vida ficou para trás. Essa árvore que fora responsável pela vida plena agora é um sonho bom que ficou na lembrança. E, restou a morte.

Para mim, a morte era algo bom no Jardim. Somente quando houvesse compreensão sobre a vida - seja lá como ela era ou é - o indivíduo poderia abnegar o direito de viver "para sempre" e se entregar a morte. Ela não era uma coisa ruim, mas mais uma etapa da vida. A humanidade do Jardim vivia no planeta Terra, sob o mesmo sol que nós, porém, em condições melhores. Aqui não é o céu; mas o Jardim foi um lugar repleto de bençãos para tornar a vida algo muito bom - por um longo tempo.

E a morte se tornou desespero.

Sem a compreensão sobre a morte, o ser humano viu essa etapa da vida como um castigo.
Um escritor, por quem sou apaixonada, conta em sua livro sobre um povo que buscava a vida eterna. Esse povo desconhecia, como relata o autor, a benção da morte. Morrer significa cumprir uma etapa. Morrer permite que o homem descanse do mundo.
Estou falando de JRR Tolkien e o relato em seu livro "O Silmarillion" - uma bela obra prima. Vou deixar um trecho abaixo:

"Ora, esse desejo [imortalidade] foi crescendo cada vez mais com o passar dos anos. E o numenorianos começaram a ansiar pela cidade imortal que viam ao longe; e ficou mais intenso em seu íntimo o desejo pela vida eterna, de escapar à morte e ao final dos prazeres. E quanto mais cresciam seu poder e sua glória, mais aumentava a inquietação. (...)
- Por que os Senhores do Oeste ficam lá, sentados em paz eterna, enquanto nós precisamos morrer e ir não se sabe para onde, deixando nossa casa e tudo o que fizemos? E os eldar não morrem, nem mesmo os que se rebelaram contra os Senhores? E já que dominamos todos os mares, e não existe oceano tão revolto ou tão vasto que nossos barcos não consigam transpor, por que não deveríamos ir a Avallónë e lá cumprimentar nossos amigos? (...)
- E vocês dizem que foram punidos pela rebelião dos homens, da qual pouco participaram e que é por isso que morrem. Mas a morte não foi de início estabelecida como uma punição. É por ela que vocês escapam, deixam o mundo e não estão vinculados a ele, seja na esperança, seja no enfado. Qual de nós portanto deveria invejar o outro? (...) E o Destino dos Homens, de que deveriam partir, foi de início uma dádiva de Ilúvatar. Tornou-se um pesar para eles somente porque, tendo caído sob a sombra de Morgoth, pareceu-lhes que estavam cercados por uma enorme escuridão, da qual sentiam medo. E alguns se tornaram voluntariosos e orgulhosos, decididos a não ceder, até a vida lhes ser arrancada. Nós, que suportamos a carga sempre crescente dos anos, não entendemos isso com clareza; porém, se essa mágoa voltou a atormentá-los, como vocês dizem, então tememos que a Sombra surja mais uma vez e volte a crescer em seus corações. Portanto, embora vocês sejam os dúnedain, os mais belos dos homens, que escaparam da Sombra de outrora e lutaram bravamente contra ela, nós lhes dizemos: Cuidado! A vontade de Eru não pode ser contrariada" (TOLKIEN, JRR.,O SILMARILLION, p.335 - 337, Ed. Martin Fontes, São Paulo, 2002)


Alguns esclarecimentos indispensáveis: "Morgoth", para quem leu ou assistiu (meus pêsames) a trilogia de O Senhor dos Anéis, é o "chefe" de Sauron. Morgoth ou Melkor, foi um dos Valar (seres superiores) que se revelou contra Eru.

"Eru" é o criador de Arda e dos Valar (seres imortais, habitantes de Valinor, as terras imortais).

"Avallónë" é uma das cidades mais próximas de Valinor.

Porém, ao abrir mão da presença de Deus (3:8) o homem viveu ao seu bel prazer. Afastado de Deus houve o cansaço, a fome, a fadiga, dores, mentira, assassinato. Agora, a morte mostrou a sua parte ruim. A parte onde ela não é bem vinda. Agora, o homem está a merce do mau do próximo. A vida é abandonada pela doença, tirada pela mão do próprio homem. A morte mostra sua outra face - o conhecimento que o homem não estava autorizado a ter, mas tomou para si.
Tudo, depois da queda, foi visto como ruim - ou, pelo menos, a maioria das coisas; principalmente morrer tornou-se um fardo enorme para se carregar. Ela está à espreita. Está em cada esquina esperando pelo sinal. Está no seio familiar. Está cortejando a vida e a seduzindo esperando que ela caia em seus funestos braços.

Talvez, a morte no Jardim das Delícias fosse como aconteceu com Enoque (Gn 5:24). Realmente, não faço ideia de como foi morrer no Paraíso - caso alguém tenha experimentado essa parte da existência humana. Porém, nossos olhos estão novamente abertos, pois, através de Cristo podemos ter o conhecimento que foi defeso.
Eu também defendo a ideia de que Cristo é o exemplo da perfeita entrega à morte. Apesar da aflição (Mt 26: 37 - 39) ele viu além da morte. Soube que seu sacrifício não seria em vão, que há algo além da morte e a venceu.

Acho que era isso que eu tinha a dizer. Provavelmente, farei algumas possíveis inclusões, pois é um assunto que adoro fuçar aqui e ali.

Até.

14 de junho de 2012

Olhe para mim! Sou linda!!

"Ser ou não ser! Eis a questão" essa é a pergunta mais conhecida e feita ao longo da história da humanidade - pertence a William Shakespeare, citado em Hamlet.

Os anticonsumistas citam: "É melhor ser do que ter". Concordo! Mas ser o que? Tem tanta gente que é o que não é, concordam?

O memorável astro pop (falecido) já não era quem era no início do sucesso. A rainha do pop também não é mais. A juventude foi-se (e para ele a vida) e ficaram-se as plásticas. Como diz a canção da rainha dos baixinhos é tanto "estica e puxa" que ninguém mais sabe quem é quem.

Gostamos do bonito, é agradável de olhar.

Mas outra coisa que está na moda é ser o que não é, filosoficamente.
As frases retuitadas ou compartilhadas no Facebook mostram uma maturidade da parte de todos que eu fico pensando que Jesus pode voltar hoje pois todos foram evangelizados. Tem crente beberão e crente periguete mas tudo certo, certo?

Ou seja, é tudo uma mentira sem tamanho! Queremos o bem da natureza mas não separa-se o lixo da forma correta em casa; não é plantada uma horta caseira ou é feito reaproveitamento de nada. Somente na natureza "nada se perde tudo se transforma", conosco a história é outra.

Somos o que não mostramos.

Eu estava escolhendo um texto bíblico para levar para os adolescentes e invoquei que tinha que falar sobre um, procurei na bíblia onde estava a passagem que me veio na lembrança (sim, eu não sei a Bíblia de cor e não me envergonho disso) e achei em Mateus 21: 18-20.

Jesus havia chegado na populosa Jerusalém acompanhado dos seus discípulos. Houve uma festa grande com a Sua chegada: gente cantando e tudo mais. Porém, alegria para uns, prejuízos para outros: Ele aproveitou e fez uma limpeza no templo da cidade maravilhosa que voou e saltou bicho e gente para todo o lado - imagino que Ele não foi buscar votos para sua "candidatura" de Messias. Logo após a faxina Ele fez curas naquele templo.
No dia seguinte, quando Jesus voltava de Betânia com a rapaziada, viu no caminho uma figueira com lindas folhas! Quando Ele chegou perto, viu que não tinha frutos e amaldiçoou-a dizendo: Nunca mais nasça frutos de ti! .. e figueira secou.

Que dó! Que dó! Que dó!

Conversando em sala de aula com um professor (na época que eu ia pra faculdade e quando eu estava na aula) ele contou que leu (não lembro onde) que a dita árvore "enganou" os transeuntes. Se uma figueira tem folha, logo tem frutos. Aquela figueira estava tirando uma com a cara das pessoas que por ali passavam, pois por mais bonita que fosse, não havia frutos nela.

Tem gente que é assim na igreja, mermão!
Tem gente que posta coisinha de crente no face, twitter, orkut ou parecido com isso e acha que evangelizando!
Tem gente que passa a vida dentro de uma igreja e é pior que a figueira, pois nem folha nasce. Gente que só vive de aparência e boas palavras e nenhuma prática.

Frutos!!! Uma palavra chave para uma vida cristã é FRUTOS! Somos frutos de alguém que nos evangelizou. Eu sou fruto de Mario Angelo Pfutzenreuter (quer ele goste ou não rs).
Eu pergunto: quem nós tocamos? Quem nós semeamos? Atingimos o coração de alguém? E não nos vangloriemos por fazer a semeadura, isso é obra de Deus.

Não podemos viver só de aparência, é o "ser" errado!

Deus está olhando para o nosso coração, e o que Ele encontra é frutífero ou só folhagem?

Para dar frutos é preciso estar ligado em Cristo, ser imitador dEle. Imitar sim, fingir não!









(a imagem acima é da árvore Nimloth, de Númeror - que mais tarde Isuldir trouxe o fruto e veio a ser a Árvore Branca de Minas Tirith)


27 de setembro de 2011

O Silmarillion

Eu sou completamente apaixonada por esse livro! Foi difícil (primeira leitura) "ele" me convercer; mas agora eu sou louca por "ele". Quando eu leio esse texto, não é só da história de Abraão e Isaque que vem a minha mente, mas é o amor e misericórdia de Deus conosco. Ilúvatar não permitiu que Aulë destruísse a criação (os Anões mas ñ tirou a responsabilidade de Aulë de cuidar e zelar por aquilo que criou e também se receber as consequências pelo seu ato. Deus age assim conosco, ao meu ver: permite que façamos algo "escondido" dEle; mas no Seu amor, Ele nos "encarrega" de vivermos conforme nossa escolha - não permitindo que sejamos mimados, mas que sejamos moldados para ser sábios em nossas escolhas futuras. Deixo um dos vários trechos que gosto "De Aulë e Yavanna", Ósculos e Amplexos, Adelita

"Dizem que no início os anões foram feitos por Aulë na escuridão da Terra-média. Pois, tão grande era o desejo de Aulë pela vinda dos Filhos, para ter aprendizes a quem ensinar suas habilidades e seus conhecimentos, que não se dispôs a aguardar a realização dos desígnios de Ilúvatar. E Aulë criou os anões, exatamente como ainda são, porque as formas dos Filhos que estavam por vir não estavam nítidas em sua mente e, como o poder de Melkor ainda dominasse a Terra, desejou que eles fossem fortes e obstinados. Temendo, porém, que os outros Valar pudessem condenar sua obra, trabalhou em segredo e fez em primeiro lugar os Sete Pais dos Anões num palácio sob as montanhas na Terra-média. Ora, Ilúvatar soube o que estava sendo feito e, no exato momento em que o trabalho de Aulë se completava, e Aulë estava satisfeito e começava a ensinar aos anões a língua que inventara para eles, Ilúvatar dirigiu-lhe a palavra; e Aulë ouviu sua voz e emudeceu. E a voz de Ilúvatar lhe disse: - Por que fizeste isso? Por que tentaste algo que sabes estar fora de teu poder e de tua autoridade? Pois tens de mim como dom apenas tua própria existência e nada mais. E, portanto, as criaturas de tua mão e de tua mente poderão viver apenas através dessa existência, movendo-se quando tu pensares em movê-las e ficando ociosas se teu pensamento estiver voltado para outra coisa. É esse teu desejo? - Não desejei tamanha ascendência – respondeu Aulë. - Desejei seres diferentes de mim, que eu pudesse amar e ensinar, para que também eles percebessem a beleza de Eä, que tu fizeste surgir. Pois me pareceu que há muito espaço em Arda para vários seres que poderiam nele deleitar-se; e, no entanto, em sua maior parte ela ainda está vazia e muda. E, na minha impaciência, cometi essa loucura. Contudo, à vontade de fazer coisas está em meu coração porque eu mesmo fui feito por ti. E a criança de pouco entendimento, que graceja com os atos de seu pai, pode estar fazendo isso sem nenhuma intenção de zombaria, apenas por ser filho dele. E agora, o que posso fazer para que não te zangues comigo para sempre? Como um filho ao pai, ofereço-te essas criaturas, obra das mãos que criaste. Faze com elas o que quiseres. Mas não seria melhor eu mesmo destruir o produto de minha presunção? E Aulë apanhou um enorme martelo para esmagar os anões, e chorou. Mas Ilúvatar apiedou-se de Aulë e de seu desejo, em virtude de sua humildade. E os anões se encolheram diante do martelo e sentiram medo, baixaram a cabeça e imploraram clemência. E a voz de Ilúvatar disse a Aulë: - Tua oferta aceitei enquanto ela estava sendo feita Não percebes que essas criaturas têm agora vida própria e falam com suas próprias vozes? Não fosse assim, e elas não teriam procurado fugir ao golpe nem a nenhum comando de tua vontade. Largou, então, Aulë o martelo e, feliz, agradeceu a Ilúvatar, dizendo. - Que Eru abençoe meu trabalho e o corrija. Ilúvatar voltou a falar, entretanto, e disse: - Exatamente como dei existência aos pensamentos dos Ainur no início do Mundo, agora adotei teu desejo e lhe atribuí um lugar no Mundo; mas de nenhum outro modo corrigirei tua obra; e, como tu a fizeste, assim ela será. Contudo não tolerarei o seguinte: que esses seres cheguem antes dos Primogênitos de meus desígnios, nem que tua impaciência seja premiada. Eles agora deverão dormir na escuridão debaixo da pedra, e não se apresentarão enquanto os Primogênitos não tiverem surgido sobre a Terra; e até essa ocasião tu e eles esperareis, por longa que seja a demora. Mas quando chegar a hora, eu os despertarei, e eles serão como filhos teus; e muitas vezes haverá discórdia entre os teus e os meus, os filhos de minha adoção e os filhos de minha escolha. Então Aulë pegou os Sete Pais dos Anões e os levou para descansar em locais bem afastados; voltou em seguida a Valinor e esperou os longos anos transcorrerem". O Silmarillion, Ed. Martins Fontes, p.39-41

30 de agosto de 2011

Muita calma nessa Hora


Recebi esta história por email. Achei interessante. Tirem suas próprias conclusões. Abraços.


O HOMEM QUE NÃO SE IRRITAVA

Em uma cidade interiorana havia um homem que não se irritava e não discutia com ninguém. Sempre encontrava saída cordial, não feria a ninguém, nem se aborrecia com as pessoas. Morava em modesta pensão, onde era admirado e querido.
Para testá-lo, um dia seus companheiros combinaram levá-lo à irritação e à discussão numa determinada noite em que o levariam a um jantar. Trataram todos os detalhes com a garçonete que seria a responsável por atender a mesa reservada para a ocasião. Assim que iniciou o jantar, como entrada foi servida uma saborosa sopa, que o homem gostava muito.
A garçonete chegou próxima a ele, pela esquerda, e ele, prontamente, levou seu prato para aquele lado, a fim de facilitar a tarefa. Mas ela serviu todos os demais e, quando chegou a vez dele, foi embora para outra mesa.
Ele esperou calmamente e em silêncio, que ela voltasse. Quando ela se aproximou outra vez, agora pela direita, para recolher o prato, ele levou outra vez seu prato na direção da jovem, que novamente se distanciou, ignorando-o.
Após servir todos os demais, passou rente a ele, acintosamente, com a sopeira fumegante, exalando saboroso aroma, como quem havia concluído a tarefa e retornou à cozinha.
Naquele momento não se ouvia qualquer ruído. Todos observavam discretamente, para ver sua reação.
Educadamente ele chamou a garçonete, que se voltou, fingindo impaciência e lhe disse: - O que o senhor deseja?
Ao que ele respondeu, naturalmente: a senhora não me serviu a sopa. 
Novamente ela retrucou, para provocá-lo, desmentindo-o: 
- Servi sim senhor!

Ele olhou para ela, olhou para o prato vazio e limpo e ficou pensativo por alguns segundos... Todos pensaram que ele iria brigar... Suspense e silêncio total. Mas o homem surpreendeu a todos, ponderando tranqüilamente:
 - A senhorita serviu sim, mas eu aceito um pouco mais!
................................................................

MORAL DA ESTÓRIA
Bom seria se todas as pessoas agissem sempre com discernimento em vez de reagir com irritação e impensadamente.
Ao protagonista da nossa singela estória, não importava quem estava com a razão, e sim evitar as discussões desgastantes e improdutivas.
Quem age assim, sai ganhando sempre, pois não se desgasta com emoções que podem provocar sérios problemas de saúde ou acabar em desgraça.
Muitas brigas surgem motivadas por pouca coisa, por coisas tão sem sentido, mas que se avolumam e se inflamam com o calor da discussão.
Isso porque algumas pessoas têm a tola pretensão de não levar desaforo para casa, mas acabam o levando para a prisão, para o hospital ou para o cemitério...
Por isso a importância de aprender a arte de não se irritar, de deixar por menos ou encontrar uma saída inteligente como fez o homem no restaurante.



"NÃO TE APRESSES EM IRAR-TE, PORQUE A IRA SE ABRIGA NO ÍNTIMO DOS
INSENSATOS." ECLESIASTES 7:9 DAS SAGRADAS ESCRITURAS “A pessoa que se
irrita aspira ao tóxico que exterioriza em volta, e envenena-se a si
mesma..”

14 de maio de 2011

não se esqueça...


Ontem, no meu devocional, eu li Deuteronomio 24: 17-22.

Naquela época, a educação era oral: nada de livros, cartilha ou algum tipo de registro. O conhecimento era passado da forma que as fofoqueiras adoram: de boca em boca. Mas, ao contrário das fofocas, a história de um povo deveria ser contada de forma exímia para que a identidade do povo não se perdesse ao longo dos anos.
O povo hebreu tinha uma história para contar no Egito, vou chamá-la de Parte 1 e Parte 2.
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Na Parte 1 os hebreus foram morar no Egito por causa de José, filho de Jacó, que foi vendido para os egipcios por causa do ciúmes dos irmãos. O que aconteceu foi que anos depois o vendido resolveu acolher toda a sua família nas ricas terras do Egito, sob a proteção do Faraó.

A Parte 2 é de um período que o povo hebreu estava feliz da vida no Egito e com suas abundâncias que se esqueceram de Deus. Esquecido por seu povo, Deus deixou a coisa rolar. O atual Faraó olhou para os hebreus com receio: eram um povo numeroso e se resolvessem se rebelar poderiam tirar os próprios egipcios de sua terra ou escravizá-los. Mas os hebreus foram lerdinhos e não perceberam isso, logo, foram escravizados: toda a bem-aventurança foi perdida, e agora tinham que ralar para se manterem vivos.

Como todo ser humano, na hora do aperto se clama pelo Divino. E foi o que fizeram, mas não sem antes sentirem na pele o que era ser escravo.
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E em Dt. 24: 17-20 Deus estava lembrando a história dos hebreus: lembrando-os que eram escravos na terra do Egito, tudo isso para lembrarem que deveriam ajudar o estrangeiro, o órfão e a viúva que viviam em seu meio.

É fácil esquecermos da dor quando estamos em situação de conforto. E outra coisa, é que estes que estavam sendo lembrados da escravidão não haviam participado dela, mas a tradição oral era tão marcante que os ouvintes sentiam como se eles próprios tivessem vivido aquilo que lhes era contado.

Se você encontrar alguém passando por um momento de dor, ou que esteja separado do amor de Deus ainda, não o trate com indiferença ou ignorância: não esqueça quem você foi antes de Cristo. Quanto tempo seus amigos e familiares oraram por você. Não deixe ninguém para trás, pois Cristo sempre está nos buscando todos os dias.

29 de julho de 2010

Braço Forte

Esses dias estava fazendo o meu devocional e achei D+ a aplicação que o cara fez. Vejam só: a passagem era Êxodo 2: 11-15 e 3: 7-12.

A primeira passagem relata Moisés matando um egípcio porque ele maltratava um escravo hebreu e, a segunda passagem é Deus mandando Moisés para o Egito para tirar o seu povo da opressão.

Realmente, eu poderia parar aqui porque vocês já entenderam onde eu quero chegar (e onde o cara do devocional chegou).

Quantas vezes, eu e vocês tentamos usar a força para fazer algo?

Quando vemos alguém ser oprimido o nosso "senso de justiça" aflora. Queremos justiça.E quando somos nós os oprimidos? Uma expressão que gosto de usar é: "Estou com gosto de sangue na boca". 


Somos justiceiros natos. Temos prazer em atirar a primeira pedra.

Para Moisés, ver ser o seu povo oprimido era inadmissível! Algo precisava ser feito. Ele fez, mas fez errado.

Deus também viu o seu povo escolhido ser oprimido. Ele não era indiferente a isso. Porém, Deus, em sua sabedoria, sabe a "hora de agir".

E Ele fez Moisés voltar a "cena do crime". Mas o diferencial é que agora Deus estava guiando Moisés. Ele estava no comando. Moisés faria justiça ao povo porque Deus estava no comando.

Eu lembro das vezes eu me deixei guiar por minha própria força.
Quantas vezes eu fiz justiça com as próprias mãos (mesmo depois da conversão).

E deixar Deus guiar não é fácil. Não é fácil deixar de ser egoísta, orgulhosa e vaidosa. Pensar como Deus é algo sobrenatural. Porém, não esqueçamos que o Espírito Santo nos guia para termos uma visão daquilo que Deus espera de nós. Temos a graça de sermos revestidos (conf. Efésios 6:13-18). Tudo isso exige dedicação e também TRANSFORMAÇÃO DE PENSAMENTO (Romanos 12:2). Lembro da pregação que fiz sobre Josué 1:
força, coragem e muito ânimo.
Sem dedicação a meditação bíblica não podemos conhecer quem é Deus e o que Ele quer.
Sem transformação não podemos agir conforme a vontade de Deus. E essas duas coisas (entre tantas outras), exige força, coragem e muito ânimo, porque a tendência humana é desanimar na primeira curva ou no primeiro tropeço (nosso ou do próximo).

Podemos ser como Moisés no capítulo 2: fugitivo.
Podemos ser como Moisés no capítulo 3: resgatadores.

Quem você quer ser?

22 de julho de 2009

Profetadas


Dias atrás eu estava conversando com um dos meus colegas de trabalho. O assunto inicial era a sua ida à igreja com a esposa. Conversa vai, conversa vem, ele comentou que o palestrante da noite disse ao público: NÓS SOMOS PROFETAS!

Não quis entrar em discussão sobre a frase dita pelo palestrante, apenas fiz uma breve citação que deixou clara a minha opinião.
Desde aquele dia eu venho "matutando" sobre o que seria um profeta de verdade. Será que somos profetas mesmos?
O livro de Carlos Mesters (Deus, onde estás?), no capítulo que fala sobre os profetas, ele menciona que, para início de conversa, o profeta sabia que não falava palavras dele, mas era um instrumento de Deus para falar ao povo. E, então, veio uma cena em memória: das pessoas que ouvi dizer "profetiza que esse carro será seu" -"profetiza que essa casa será sua" - "profetiza que esse emprego será seu". Lembro de uma brincadeira que fiz com meu pastor no Dia das Mães. O argumento para ele não me cumprimentar pelo Dia das Mães era porque eu não sou mãe. Então eu disse: "Profetiza isso na minha vida, Pastor". Ele encerrou a conversa com uma risada marota.
Voltando aos profetas. Fiquei pensando nos profetas da Bíblia que já estudei ou li.
Em uma das aulas de Antigo Testamento, sobre os Profetas Menores, estudamos sobre o profeta Joel que profetizou nú em Israel. Ainda comentei com meu professor: Tem profeta que casa com prostituta, outro é preso, outro é tido como bêbado pela multidão e esse anda nú por aí.. se minha sabe que estou lendo a Bíblia ela vai brigar comigo! haha Mas pense no que estes homens passaram para profetizar para o povo de Deus. E o que os profetas de hoje fazem? Enquanto profetas como Joel andavam nú (na verdade, era uma roupa que ficava justa ao corpo), atualmente há quem procure vestir-se bem para causar impressão. Enquanto Jeremias era preso por falar o que Deus lhe dizia, hoje há poucos que falam sobre a que os profetas pregavam: ARREPENDIMENTO! CONVERSÃO! MUDANÇA DE ATITUDE!... Há quem ainda olhe para o mundo de hoje e vá contra as barbaridades que estão acontecendo dentro das igrejas?
Será que conseguiremos ser desprezados, como o profeta Micaías foi, a ponto de ser indejado por falar contra o rei!
Na minha opinião, profeta não fala para si, não diz o que todos querem ouvir, mas o que precisam ouvir. E, ouso dizer, que nem todos são chamados para serem profetas.
Ser profeta não é falar a sua opinião sobre algum assunto. Ser profeta não é chamar para si bens materiais. Atualmente, muitos querem chamar para si glamour e deixam de lado (e dessa forma, diminuem) a importância do verdadeiro profeta.

10 de junho de 2009

Hoje tem Marmelada !!! Tem sim, senhor !!!


Ontem a noite, na faculdade, estudamos sobre o profeta Miquéias e sua ação profética em Israel. Datas, locais, nomes, referências, contemporâneos e bla bla bla ...
Em meio a tudo isso, a mensagem de Miquéias ia contra os líderes de Israel que falavam contra aqueles que não prestavam suborno...
comeis a carne do meu povo e lhes arrancais a pele, e lhes esmiuçais os ossos, e os repartis em pedaços como para a panela e como carne dentro do caldeirão.[Miquéias 3:3]

Os seus chefes dão as sentenças por peitas, e os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham por dinheiro; e ainda se encostam ao Senhor, dizendo: Não está o Senhor no meio de nós? nenhum mal nos sobrevirá.[Miquéias 3:11]

E então hoje houve uma referência a um dito pastor e seu cajado que durante um evento "cristão" chamou um rapaz para cima do "palco" e o humilhou com palavras que, segundo o pastor, eram de DEUS ... aafff ... e quando esse mesmo pastor se dirigiu aos demais pastores, seu tom mudou - da "raiva" subta para um doce chamado.


Circos como esses me irritam profundamente. Porque pessoas como esse pastor ainda estão subindo em púlpitos para falar da Palavra de Deus,.. e pior, dizendo falar em NOME DE DEUS ... Porque que é que aqueles que podem tirá-lo lá de cima ainda permitem que pessoas como esse homem sejam convidados para falar ao povo de Deus ? 
Porque aberrações deste tipo ainda são permitidos EM NOME DE DEUS...

Pastores são homens que deveriam guiar o povo de Deus, mas cada dia eu me decepciono mais com esse tipo de gente, como esse pastor, que faz CIRCO para o um povo que continua ignorante sobre as coisas de Deus.. Um povo que continuará a margem enquanto não houverem pessoas de coragem para arrancarem esses palhaços do púlpito.